É possível medir e prevenir a fadiga?

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Gerselli Angeli e Turíbio Barros

Quando estudamos os fatores determinantes do desempenho físico, o conhecimento científico atual oferece a possibilidade de mensurar inúmeros indicadores da nossa aptidão.

Dependendo da natureza da modalidade praticada, a ciência proporciona a possibilidade de submeter o indivíduo a testes de aptidão que não só proporcionam a chance de individualizar o treinamento, como também de fazer um prognóstico de seu desempenho em uma competição.

Entretanto, existe uma variável fisiológica que muitas vezes derruba a previsão, como também se torna responsável por um desempenho físico muito abaixo do esperado.

E o maior problema é que esta é uma variável de difícil acesso e mensuração. Trata-se do fenômeno fisiológico da fadiga, variável de manifestação muitas vezes absolutamente subjetiva, mas decorrente de mecanismos fisiológicos nem sempre bem conhecidos.

Os cientistas do esporte costumam denominar esta variável de diferentes formas, porém aquela que parece ser a melhor denominação é sua caracterização como índice de fadiga.

A partir de sua denominação, a fadiga costuma ser definida como central e periférica.

A fadiga periférica acomete os músculos esqueléticos devido à produção de metabólitos, esgotamento das reservas energéticas, etc.

A fadiga central depende de mecanismos relacionados aos efeitos dos neurotransmissores no sistema nervoso central.

O problema está na dificuldade de mensuração dessas variáveis, pois a sensação de fadiga se torna uma manifestação multifatorial.

Esses fatores explicam até uma chamada “fadiga psicológica”, que a psicologia esportiva tenta estudar.

Este caráter multifatorial explica a utilização concomitante ou não de diversas estratégias visando retardar ou atenuar a fadiga, como: manipulação da dieta, uso de suplementos nutricionais, roupas compressivas e/ou com incorporação de biocerâmica nos fios, redução da intensidade, volume de treinamento e até mesmo repouso absoluto em determinados períodos da temporada e pré-competição.

O fato é que este chamado índice de fadiga é ainda uma grande incógnita a ser mais bem estudada para explicar se é possível prevenir certos desempenhos esportivos abaixo do esperado para o potencial de aptidão previamente conhecido.

*Turíbio Barros: Mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM. Membro do conselho científico da Midway Labs, professor e coordenador do Curso de Especialização em Medicina Esportiva da Unifesp e fisiologista do São Paulo FC e coordenador do Departamento de Fisiologia do E.C. Pinheiros. Membro do American College of Sports Medicine.

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