Pesquisa mostra novos benefícios da atividade física para o cérebro

Sedentários têm 30% mais risco de doenças neurológicas, em relação às pessoas que fazem exercícios físicos, aponta estudo.
Sedentários têm 30% mais risco de doenças neurológicas, em relação às pessoas que fazem exercícios físicos, aponta estudo.

*Nabil Ghorayeb

A Academia Americana de Neurologia atualizou, no fim de 2017, uma diretriz que reviu várias pesquisas sobre o comportamento do cérebro humano de pacientes com comprometimento cognitivo leve (CCL), principalmente de algumas funções como a memória e sua relação com o exercício físico regular.

A conclusão foi de melhora neurológica quando eram associados aos atuais precários tratamentos farmacológicos.

Essa diretriz, que vai nortear o neurologista norte-americano, se baseou em algumas pesquisas da Mayo Clinic (Rochester).

O estudo mostrou aumento do comprometimento com a idade, ou seja, de 6,7% entre os 60 e 64 anos, de 8,4% entre 65 e 69 anos, de 10,1% dos 70 aos 74 anos, e alcançando 25,2% aos 84 anos.

A demência mais avançada nessas pessoas mais idosas apareceu em 14,9% delas.

A recomendação do que fazer é bem ampla: usar como treinamento neurocognitivo os jogos de mesa (ou até mesmo os de celular) e agregar o exercício físico como uma importante e conhecida ferramenta cardiológica e ortopédica, agora validada pela melhora do comportamento cognitivo com alguma deficiência.

Outra pesquisa reuniu dois mil indivíduos com idade média de 77 anos e cognitivamente normais.

Ficou demonstrado que os praticantes de atividades físicas tiveram 22 a 30% menos risco neurológico do que os sedentários para desenvolver comprometimento cognitivo leve até quatro anos depois.

As associações entre o risco do CCL diminuído, o uso do computador e ser ativo socialmente também foram significativos naqueles que carregavam a apolipoproteína (Apo-E), a única até agora formalmente associada ao aparecimento da demência de Alzheimer.

“Esse nível de redução de risco com base em atividades foi impressionante. Nunca é tarde demais para se envolver nessas simples atividades que estão bem no nosso nariz, segundo a autora principal Yonas E. Geda, da Mayo Clinic School of Medicine”.

*Nabil Ghorayeb: Formado em medicina pela FM de Sorocaba PUC-SP, Doutor em Cardiologia pela FMUSP , Chefe da Seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, Especialista por concurso em Cardiologia e Medicina do Esporte, Coordenador da Clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715 , Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde. www.cardioesporte.com.br

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Aproveite o verão nos clubes

O verão começa hoje (21) e muitos clubes contam com uma programação exclusiva para a estação que, no Brasil, além de ser uma das mais queridas, coincide também com as férias escolares.

 

Pegue seu protetor solar e vamos lá!

 

As piscinas e parques aquáticos são os grandes destaques com o aumento da temperatura, mas não para por aí. As atrações de janeiro são para todos os gostos.

 

Para quem vai aproveitar os clubes na cidade de São Paulo, o Clube Paineiras do Morumby oferece curso de Dança Flamenca para alunos dos níveis 1, 2 e 3 e o Clube Helvetia terá um mês inteiro de recreação para crianças de 4 a 12 anos.

 

Já o Clube Hebraica tem a opção perfeita para os pais que não vão sair de férias junto com a garotada: Soccer Camp! É um acampamento de 15 a 18 de janeiro para as crianças que amam esportes.

 

Outros clubes oferecem fora da capital paulista opções para sócios e não-sócios, uma excelente oportunidade para aqueles que querem sair da cidade.

 

No litoral norte, o Yatch Club de Ilhabela realiza a exposição de fotos “Baleia à Vista”, no Serramar Shopping em Caraguatatuba.

 

Além das programações especiais, os clubes ainda dispõem de uma excelente estrutura como salas de jogos, sessão cinema, quadra, ótimos restaurantes, quadras e áreas de caminhada.

 

Vale consultar seu clube sobre os horários de funcionamento, já que alguns fecharão em dias específicos nesta época, especialmente durante as festas de fim de ano e feriados em janeiro!

 

Boas férias!

 

Saiba mais sobre as atividades citadas

Yatch Club Ilhabela 

Paineras do Morumby

Conheça os Melhores do Ano Pepac 2017

O Pepac 2017, maior torneio interclubes do país, chegou ao fim.

E hoje (14), os jogadores e técnicos que se destacaram na edição, pelo talento e desempenho em quadra, receberão suas medalhas!

Os ganhadores foram escolhidos em votação pública no site do Sindi Clube.

Conheça abaixo os vencedores dos Melhores do Ano de 2017, em cada modalidade e categoria.

Futsal

Washington Luis Carrão PereiraWashington Luis Carrão Pereira (Clube de Campo de Mogi das Cruzes) – melhor técnico da categoria sub 9.

 

Gustavo Barbosa FreitasGustavo Barbosa Freitas (Clube Esportivo da Penha) – melhor jogador da categoria sub 9.

 

Sebastião LeocadioSebastião Leocadio (Esporte Clube Banespa de São Paulo) – melhor técnico da categoria sub 11.

 

Vitor Barros RamosVitor Barros Ramos (Ipê Clube)- melhor jogador da categoria sub 11.

 

Diogo de Souza Rodrigueez NovoaDiogo de Souza Rodrigueez Novoa (Açai Clube) – melhor técnico da categoria sub 13.

 

Rafael Reibscheid GoldmannRafael Reibscheid Goldmann (Associação Brasileira “A Hebraica” de São Paulo)- melhor jogador da categoria sub 13.

 

Robson Vagner Felix da C. da SilvaRobson Vagner Felix da C. da Silva (Clube Paineiras do Morumby) – melhor técnico da categoria sub 15.

 

Guilherme Ponte Bandeira S. da CostaGuilherme Ponte Bandeira S. da Costa (Clube Paineiras do Morumby) –  melhor jogador da categoria sub 15 Foto

 

Filipe Fernandes da SilvaFilipe Fernandes da Silva (Associação dos Oficiais da Polícia Militar de São Paulo)- melhor técnico da categoria sub 17

 

Andre Luiz Ataide CoelhoAndre Luiz Ataide Coelho (Ribeirão Pires Futebol Clube) –  melhor jogador da categoria sub 17.

 

Vôlei Menores

Eugênio Vinicius de AmorimEugênio Vinicius de Amorim (Associação Desportiva Cultural São Bernardo) – melhor técnico da categoria Iniciante.

 

Ana Luiza Berto ArostiAna Luiza Berto Arosti (Associação Atlética São Caetano) –  melhor jogadora da categoria Iniciante.

 

Raquel Nalini SilvaRaquel Nalini Silva (Associação Desportiva Cultural São Bernardo) – melhor técnica da categoria Pré-mirim.

 

Layane Lima da ConceiçãoLayane Lima da Conceição (Associação Desportiva Cultural São Bernardo) – melhor jogadora da categoria Pré-mirim.

 

Carlos Augusto Frizo Camargo TambelliniCarlos Augusto Frizo Camargo Tambellini (Clube Campineiro de Regatas e Natação) – melhor técnico da categoria Mirim.

 

Isabella Macri Archanjo Tavares ChristofaroIsabella Macri Archanjo Tavares Christofaro (Esporte Clube Pinheiros)  –  melhor jogadora da categoria Mirim.

 

Marcelo Rizzo RodriguesMarcelo Rizzo Rodrigues (Associação Desportiva Classista Mercedes Benz) – melhor técnico da categoria Infantil.

 

Giorgia Esteves FanganielloGiorgia Esteves Fanganiello (Sport Club Corinthians Paulista) –  melhor jogadora da categoria Infantil.

 

Daniel José PolidoroDaniel José Polidoro (Clube Atlético Ypiranga) – melhor técnico da categoria Infanto-juvenil.

 

Ana Beatriz Dutra Cedro AraujoAna Beatriz Dutra Cedro Araujo (Associação Desportiva Classista Mercedes Benz) –  melhor jogadora da categoria Infanto-juvenil.

 

Vôlei Máster

Luiz Henrique AugustoLuiz Henrique Augusto (Clube Atlético Tremembé)- melhor técnico.

 

 

Parabéns aos Melhores do Ano e a todos que participaram do Pepac. Em 2018 teremos a vigésima edição do torneio, e esperamos contar com a participação de equipes tão boas quanto as de 2017.

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Consultor jurídico do Sindi-Clube fala sobre reforma trabalhista em painel de debates na Fiesp

Na próxima terça-feira (14) o consultor jurídico do Sindi-Clube, Valter Piccino, participará do painel “Os impactos da reforma trabalhista nos clubes”, na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Piccino e outros expositores tratarão da maior alteração já feita na CLT, que entrará em vigor em 11 de novembro.

Falarão sobre o tema o ex-ministro do Trabalho e ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Almir Pazzianotto Pinto, e o advogado da área trabalhista do escritório Braga Nascimento e Zilio, Dênis Sarak.

O painel será apresentado para diminuir dúvidas dos dirigentes de clubes apenas três dias depois da entrada em vigor das novas determinações legais.

As alterações trarão grandes mudanças nas relações de trabalho do país e afetarão os clubes em 2018, sendo que a categoria tem data base em 1º de dezembro para a celebração da convenção de trabalho dos próximos 12 meses.

O evento é para presidentes, diretores e gestores de clubes e convidados.

O painel será às 16h30, no auditório da Fiesp, em São Paulo.

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Secretárias são homenageadas pelo Sindi-Clube

Mais uma vez, o Sindi-Clube recepcionou secretárias de clubes para prestar-lhes homenagem, em uma festa anual que já é tradicional, iniciada em 2004.

O Dia da Secretária Sindi-Clube reuniu 40 profissionais que confraternizaram, em um coquetel com música ao vivo e dança, com a banda Cabaré Três Vinténs.

Um caricaturista fez o desenho do rosto das convidadas, que levaram o desenho de presente.

O vice-presidente do Sindi-Clube, Luiz Carlos Granieri, saudou a presença das secretárias.

“É um prazer ter vocês aqui, neste momento de alegria. Este evento é em reconhecimento ao papel que vocês tão bem desempenham, de forma atenta e dedicada, nos clubes de São Paulo”, disse.

Realizada há 13 anos, a homenagem sempre é muito aguardada.

Karen: evento aguardado
Karen: evento aguardado

Karen de Barros Barbosa, há sete anos é secretária da Presidência e do Conselho do Jockey Club de São Paulo e, desde então, comparece à festa do Sindi-Clube.

“É um evento que eu fico esperando. Nesta comemoração, revejo colegas de outros clubes. Conversamos no dia a dia, mas por telefone, para responder e agradecer convites feitos e recebidos. Aqui temos oportunidade de conversar sobre outras coisas, fora do trabalho. Pretendo continuar vindo”, afirmou.

Julia: primeira vez
Julia: primeira vez

Julia Marques Pereira, secretária da diretoria e do conselho deliberativo do Círculo Esportivo Israelita Brasileiro Macabi, veio à festa pela primeira vez.

“Na vezes anteriores, não pude atender ao convite feito pelo Sindi-Clube. A festa é muito boa, divertida. Encontros como este são importantes pela confraternização, quero voltar nos próximos anos”, disse.

Veja as fotos do Dia da Secretária na página do Sindi-Clube no Facebook.

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Paulo Movizzo é entrevistado pelo Jornal da Assembleia, em cerimônia solene de posse

Paulo Cesar Mário Movizzo concedeu entrevista para o Jornal da Assembleia Legislativa, durante cerimônia solene de sua posse na presidência do Sindi-Clube.

O evento foi realizado em 6 de fevereiro, no Club Athletico Paulistano, e contou com a presença de autoridades públicas, presidentes e dirigentes de clubes e de entidades representativas do setor esportivo.

O presidente eleito falou sobre as metas da entidade para o quadriênio 2017-2020.

“Pretendemos organizar compras, por meio de leilão eletrônico, para melhorar as negociações dos clubes com os fornecedores e reduzir custos”, disse Movizzo.

Veja a entrevista completa:

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Clubes de Leitura tem mais três encontros, nesta semana

Foto: Shutterstock
Foto: Shutterstock

O Clube de Leitura segue movimentando a agenda dos clubes que se interessam por literatura.

Nesta semana, estão programadas mais três reuniões.

Todas serão realizadas em 9 de fevereiro.

No Esporte Clube Sírio, às 19h, o livro discutido será “O vendedor de passados”, de José Eduardo Agualusa, com mediação de Christianne Boulos.

O Clube Paineiras do Morumby receberá os dois encontros restantes.

Às 11h, a mediadora Debora Nascimento irá debater a obra “O vermelho e o negro”, de Stendhal.

Mais tarde, às 15h, o livro “Meu nome é vermelho”, de Orhan Pamuk será coordenado também por ela.

O Blog do SINDI-CLUBE divulga semanalmente a programação dos Clubes de Leitura.

Departamentos culturais de clubes interessados em montar novos grupos de difusão literária obtêm mais informações pelo telefone (11) 5054-5464.

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Corinthians está na final do vôlei menores categoria infantil, do Pepac

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Corinthians e Paulistano fizeram a disputa de semi-final

Mais um finalista do vôlei do Pepac, desta vez pela categoria infantil, foi conhecido na última quinta-feira (27/10).

O Sport Club Corinthians Paulista venceu pela segunda vez a equipe do Club Athletico Paulistano, por 3 sets a 1, e não precisou realizar o terceiro jogo na disputa melhor de três.

As fotos da partida podem ser acessadas no Facebook do SINDI-CLUBE.

Com a vitória, o timão está classificado para a final, que também será disputada numa melhor de três jogos.

O adversário sairá do confronto entre Esporte Clube Pinheiros e São Paulo Futebol Clube.

Segundo a meio de rede Mariana Barbosa, o fato se deve à disposição e o trabalho de todos no clube.

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Mariana: incentivo de todos

“A gente se dedica bastante durante os treinos para fazer o melhor possível nos jogos. Os técnicos, preparadores físicos, auxiliares e até as faxineiras do clube nos dão o incentivo necessário para que possamos vencer.”

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Marques: vibração com as atletas

A classificação animou a todos, principalmente o técnico Sérgio Marques, que vibrava, junto com suas atletas, a cada ponto conquistado.

“Elas contagiam a gente, não tem como se conter. E também faz incentivo, para que não deixem de se concentrar no jogo e querer fazer ponto a cada bola.”

Já o Paulistano irá lutar pelo terceiro lugar.

A treinadora Cleide Pereira, que trabalha no Pepac desde o primeiro ano do torneio, comentou o que fazer para conseguir subir ao pódio.

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Cleide: psicológico abalado

“Nós teremos que trabalhar a cabeça das atletas. Elas estão muito abaladas com a derrota de hoje, pois almejavam o primeiro lugar. Estamos bem nos saques e nas recepções, então, focaremos mais na parte psicológica do que técnica”, disse.

Manoel dos Santos, medalhista histórico, rememora ouro perdido em Roma

Manoel: medalha heroica
Manoel: medalha heroica

Manoel dos Santos cumpriu uma prova quase perfeita na disputa dos 100 metros livre na piscina do Stadio del Nuoto, nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960.

Uma conquista que poderia ter sido o ouro.

Mesmo tendo cometido uma imprecisão, a medalha de bronze que lhe coube foi recebida no Brasil como uma conquista heroica.

Todo o reconhecimento, porém, não foi suficiente para fazer desaparecer a sensação de frustração, que permanece até hoje, na véspera dos Jogos do Rio de Janeiro.

“Não gosto muito de Olimpíada, pois, em 1960, me preparei muito para ganhar. Tinha certeza do meu potencial e saí de Roma com o bronze”, diz Manoel. A convicção de que alcançaria o ouro estava escorada em fatos. Em 1958, no sul-americano, ele já havia conseguido o terceiro melhor tempo do mundo. “Mesmo assim, não mereci acompanhamento especial da confederação de natação, visando a Olimpíada, dali a dois anos”, conta.

A preparação foi feita de forma autônoma, pelo próprio Manoel.

As dificuldades foram imensas.

Não havia piscinas de água aquecida.

“Quando a temperatura caía muito, eu ia treinar no Clube Internacional de Regatas, em Santos, que ficava acima dos 20ºC. Meu treinamento e competições, no ano da olimpíada, foram feitos em piscinas de 25 metros, diferentes das de 50 metros, como as que eu iria encontrar em Roma. Além disso, 15 dias antes de chegar lá, fomos obrigados a participar dos Jogos Luso-Brasileiros, em Lisboa, em piscina de água gelada. Pedi dispensa, mas me obrigaram a competir. Peguei uma amidalite desgraçada. Saí de lá sob efeito de antibióticos, com eliminatórias dos 100m livre pela frente. Consegui classificação para a final, em sexto lugar. Havia oito lugares, quase que não entro”, relembra.

A virada errada

Em 27 de agosto de 1960, dia da final, Manoel teve que administrar a pressão de ser único finalista brasileiro na natação.

Sobre ele estavam depositadas todas as esperanças. Ele conta o que ocorreu, após uma largada fortíssima.

“Quando caí na água, na baliza 2, fiz o bloqueio de respiração e, uns 15 metros depois, quando olhei, vi que estava bem à frente. Não esperava estar tão à frente, antes da metade da prova. Fiquei em dúvida se eu havia queimado a largada. Com isso, perdi a concentração, fiz uma virada errada e perdi a vantagem. Acabei ultrapassado por três nadadores. Mesmo assim, ainda consegui passar por eles. Porém, não aguentei e, nos últimos metros, o australiano (John Devitt) e o americano (Lance Larson) acabaram vencendo, na batida de mão”, conta.

Manoel ficou em terceiro, com 55s4, com apenas dois décimos de segundo a mais.

Recorde mundial

Salto para a¬ quebra do recorde mundial
Manoel salta para bater marca mundial; novo recorde durou três anos

“A minha frustração se justificava, tanto é que, um ano depois, eu fiz 53s6 e consegui quebrar o recorde, um segundo e meio abaixo do marca mundial e olímpica. Não se consegue baixar mais de um segundo, em um ano. Esse segundo e meio que baixei corresponde ao tempo que perdi naquela virada errada de um ano antes, em Roma”, explica.

A marca mundial foi vencida no Clube de Regatas Guanabara, no Rio de Janeiro.

Foi um feito extraordinário. O recorde mundial de Manoel durou três anos. Como recorde brasileiro e sul-americano, os 53s6 permaneceram quase onze anos sem serem superados.

Minoru Hirano

Manoel credita a glória alcançada ao apoio recebido de seu treinador, Minoru Hirano.

Anos antes, em 1949, Hirano tinha sido intérprete para a equipe japonesa dos “Peixes Voadores” que visitava o Brasil, depois de se apresentarem nos Estados Unidos e terem vencido quase todas as provas contra os competidores americanos.

“Hirano fez amizade com a equipe técnica, começou a se corresponder com os japoneses e foi obtendo informações importantes sobre metodologias. Isso foi utilizado na montagem do meu treinamento. Era algo completamente diferente. Hirano dizia, principalmente, que eu devia me harmonizar com a água e não brigar com ela. Não era pra eu bater pernas seguidamente. Tinha que bater e parar, bater e parar. Em cada 25 metros, eu dava 16 braçadas, com o treinamento, caíram para 11. Era uma coordenação difícil, mas que fazia diferença. Devo muito ao Hirano pela evolução que eu tive”.

Reconhecimento

Desde 1960, Manoel dos Santos é reconhecido como um dos maiores nomes da natação mundial.

Ele lembra de uma primeira manifestação de respeito pela conquista do bronze, feita ainda em Roma.

“Depois da prova, fui jantar e, no mesmo momento, Wilma Rudolph estava saindo do restaurante. Ela veio até mim e me cumprimentou pela conquista. Depois é que descobri que se tratava da corredora norte-americana que havia ganhado três medalhas de ouro naquela olimpíada, e se consagrado como a maior velocista do planeta, oito anos depois de se livrar da poliomielite. Aí percebi que eu havia entrado no clube seleto dos medalhistas olímpicos”, lembra.

Em uma época em que o esporte nem de longe contava com o apoio que é dado hoje, Manoel interrompeu a carreira de herói olímpico, aos 22 anos.

“Resolvi parar. Quando queria ir ao cinema com a namorada, precisava pedir dinheiro para o meu pai. Era chato. Naquele tempo do amadorismo, eu não tinha como ganhar dinheiro com a natação”, explica.

Hoje, Manoel é dono de duas escolas de sucesso, que se dedicam à iniciação de natação.

“Nessa atividade de ensinar, ganho uma nova medalha cada vez que uma criança aprende a nadar”, diz.

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Pâmella Oliveira, do triatlo, garante vaga nos Jogos

Pâmella: na Olimpíada, pela segunda vez (Foto: COB/ Divulgação)
Pâmella: na Olimpíada, pela segunda vez (Foto: COB/ Divulgação)

A capixaba Pâmella Oliveira está confirmada nos Jogos Olímpicos 2016. Melhor brasileira no ranking mundial da ITU (International Triathlon Union), a atleta disputará sua segunda Olimpíada.

Em Londres 2012, fechou a competição na 30ª colocação, após sofrer uma queda durante prova do ciclismo.

A qualificação foi definida em torneio realizado em Yokohama, no Japão.

Pâmella ficou com a 37ª posição no torneio e terminou o período classificatório em 27º, com 4.073,33 pontos.

Apesar do bom resultado, a brasileira revelou que uma crise alérgica durante a disputa influenciou negativamente em seu desempenho.

Mesmo com o problema respiratório, ela foi uma das primeiras a sair da água durante a prova de natação.

No mesmo campeonato, em Yokohama, os brasileiros que estão na disputa pela vaga olímpica, Diogo Sclebin e Danilo Pimentel, terminaram a prova em 27º e 32º, respectivamente.

A Confederação Brasileira de Triathlon, CBTri, deve divulgar novos integrantes da equipe entre os dias 23 e 25 de maio.

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