Proteína, creatina, cafeína… Como e quando é melhor usar suplementos

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Turíbio Barros*

Os suplementos nutricionais são recursos muito úteis para potencializar efeitos do treinamento, acelerar a recuperação pós-exercício, atuar como coadjuvante em programas de perda de peso, aumentar a massa muscular, entre outros.

Os benefícios dos suplementos são fundamentados nos efeitos pontuais dos seus nutrientes, associados com um momento especial decorrente de algum estímulo ou situação e chamado de “janela de oportunidade”.

Trata-se de uma situação na qual o metabolismo, principalmente das células musculares, se torna suscetível a um determinado efeito ou especialmente carente de alguma substância.

Aproveitar este momento é a estratégia mais eficaz para obter os benefícios dos suplementos.

Este assunto foi abordado em uma excelente revisão publicada recentemente por um grupo de pesquisadores de vários centros da Europa e dos Estados Unidos.

A publicação discute a utilização de vários suplementos nutricionais e reúne as evidências científicas mais recentes de como e quando utilizar os respectivos nutrientes de forma isolada.

Para destacar algumas das considerações publicadas no artigo, ressalto algumas delas:

Creatina

Apesar de sabermos que seu efeito é cumulativo e que seu consumo deve ser diário, são apresentadas evidências de que existe um benefício maior se o consumo de creatina for feito imediatamente após o treino, possivelmente por aproveitar um efeito do exercício imediatamente realizado no aumento do fluxo sanguíneo muscular.

Cafeína

As evidências apontam para um efeito ergogênico da cafeína quando seu consumo é feito no período de 30 a 60 minutos antes do treino a se realizado.

 Carboidratos

A utilização dos carboidratos deve seguir estratégias elaboradas. Adequadamente, em função da natureza, intensidade e duração do exercício, podendo ser utilizados antes, durante e após a atividade física, respeitando as necessidades e restrições de cada situação.

Proteínas

Os benefícios das proteínas associadas aos programas de exercícios são bastante complexos. Entretanto, os autores confirmam as evidências de que a proteína, após o treino, é fundamental para potencializar a recuperação e reconstrução muscular, incluindo neste efeito alguns dos aminoácidos essenciais, como o BCAA.

É também destacada a evidência científica de que a ingestão de proteína, particularmente a caseína, imediatamente antes de dormir, potencializa a síntese proteica nas 24 horas subsequentes ao treinamento.
Fonte: Journal of Exercise Nutrition and Biochemistry 2016

*Turíbio Barros www.drturibio.com
Mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina. É membro do American College of Sports Medicine, professor e coordenador do Curso de Especialização em Medicina Esportiva da Unifesp e fisiologista do São Paulo Futebol Clube e coordenador do Departamento de Fisiologia do Esporte Clube Pinheiros.

A preguiça está atrapalhando os seus treinos? Veja três dicas para espantá-la

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Gustavo Luz*

Uma hora ou outra, quase todo mundo tem o seu dia de preguiça.

Se você pratica atividade física regularmente, esse dia não é nada.

Mas se está percebendo que os seus dias de preguiça estão te dominando e sendo mais frequentes do que os dias de treino, confira abaixo três estratégias para tentar espantar a preguiça e se tornar mais regular nos seus exercícios.

Treine logo pela manhã
A melhor hora para treinar é a hora em que você pode fazer o treino direito.

Pode ser de manhã, à tarde ou à noite.

Seu corpo se adapta às condições da sua vida.

O mais importante é estar bem alimentado e pronto para o que virá naquele dia.

Entretanto, se o seu objetivo é acabar com a preguiça, talvez treinar logo pela manhã seja mais interessante, simplesmente para minimizar as chances de você acabar se enrolando e não treinar.

Insista

Tenha sempre em mente as vantagens de se praticar uma atividade física.

Depois de conhecer a sensação de bem-estar pós-treino, o corpo começa a pedir exercício.

Também pode ser bom procurar um treinador de corrida.

Você fica mais comprometido e vê que pode sim ter um estilo de vida mais saudável.

E mais, muitas vezes a falta de pique é reflexo de uma dieta desbalanceada.

Se você comer demais, o organismo precisa trabalhar na digestão em vez de desacelerar para repousar.

Corra com outras pessoas
Uma das estratégias mais eficientes de evoluir na corrida é contar com a companhia de outras pessoas.

Quem treina em grupo tende a correr com mais frequência, afinal, é mais difícil ceder à preguiça quando o seu time o está esperando.

E seus parceiros de treinos podem estimulá-lo a ir ainda mais longe.

Assim você fica mais motivado, melhora o seu condicionamento e dá um salto de qualidade nos seus treinos.


*Gustavo Luz: educador físico formado pela Estácio de Sá, treinador de corrida e triatlo desde 2006 e praticante há quase 18 anos. Diretor técnico da G-LUZ Top Team, vive atento a tudo que se refere à fisiologia do exercício. Também fala com conhecimento empírico de quem está sempre frequentando as competições.

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Curso explica esportes aquáticos para jornalistas e estudantes de jornalismo

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Ana Paula Oliveira expõe sobre nado sincronizado e saltos ornamentais

Os esportes aquáticos atraíram jornalistas esportivos e estudantes de jornalismo para o auditório do Sindi-Clube, nesta terça-feira (22/3).

Nado sincronizado, saltos ornamentais e polo aquático deram continuidade à série de cursos sobre modalidades olímpicas, promovida pela Universidade Sindi-Clube em parceria com a Aceesp (Associação de Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo).

Os expositores Ana Paula Oliveira, supervisora de nado sincronizado e saltos ornamentais da Federação Aquática Paulista, e Erik Seegerer, ex-atleta e supervisor de polo aquático da Federação Aquática Paulista, explicaram não só a prática e a história dos esportes, mas também curiosidades e episódios marcantes do Brasil em competições.

Ana Paula ressaltou que a quantidade de informações, fornecidas através da iniciativa da Universidade Sindi-Clube, auxiliará na divulgação de modalidades menos mencionadas pela mídia.

“Agora os profissionais da imprensa terão mais propriedade para abordar os esportes aquáticos. É importante, em uma Olimpíada, transmitir e reportar os acontecimentos de forma coesa, com conteúdo, e isso só é possível quando a pessoa sabe o que está acontecendo ali. Por isso, a exposição é fundamental”, afirmou.

Raíssa Fernandes, recém-formada em jornalismo, compareceu ao curso para aperfeiçoar seus conhecimentos.

“Tenho interesse na área esportiva, mas sabia muito pouco de alguns esportes. A oportunidade que o Sindi-Clube deu é maravilhosa e agregará muito, tanto ao currículo quanto à vida. É sempre bom buscarmos novas aprendizagens, principalmente com os Jogos Olímpicos se aproximando”, afirma.

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Modelos inovadores de esteira ensinam movimentos aos corredores

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Turíbio Barros*

 Novos modelos de esteira proporcionam exercícios para cadeirantes, pessoas com sobrepeso e reeducação do padrão de caminhada e corrida.

 As esteiras rolantes tornaram-se atualmente um recurso de grande valia para os praticantes de atividades físicas.

Praticamente todos os centros de condicionamento físico possuem esteiras rolantes, e andar ou correr nestes equipamentos já se tornou um hábito.

Curiosamente, as esteiras surgiram na década de 70, quando o conceito de exercício aeróbico começou a ganhar adeptos.

Naquela época, as esteiras eram bastante rudimentares  e causavam até certo desconforto, pois suas dimensões eram acanhadas, causando insegurança nos usuários.

Com o passar dos anos, houve uma grande evolução tecnológica e os equipamentos atuais não só proporcionam grande conforto para andar ou correr, como fornecem índices de quantificação da atividade como velocidade de corrida, distância percorrida, gasto calórico e batimentos cardíacos.

Esta evolução parece não ter limites, já encontramos esteiras com tecnologia capaz de contemplar até necessidades especiais.

Já existem esteiras que permitem exercício para os cadeirantes, proporcionando inclusive a realização de testes com objetivo de diagnóstico e avaliação de aptidão física para estes indivíduos.

Existem também, já há algum tempo, esteiras aquáticas, que permitem andar e correr dentro de uma piscina, com a mensuração dos mesmos parâmetros da esteira convencional, além de proporcionar maior gasto calórico e redução do impacto sobre as articulações.

Recentemente, surgiram dois outros equipamentos com características verdadeiramente únicas que chegam ao Brasil ainda este ano.

Uma delas é uma esteira com plataforma curva e sem motor.

Sua concepção é tão avançada que, apesar de não ser motorizada, sua cinta responde ao movimento de forma fácil e suave.

Sua plataforma curva proporciona uma reeducação do padrão de caminhada e corrida, uma vez que evita um impacto maior do calcanhar com o solo, obrigando o indivíduo a usar os músculos para absorver o impacto da pisada.

Outra esteira revolucionária foi desenvolvida pela NASA e se caracteriza por ter um efeito antigravitacional, podendo reduzir o peso do indivíduo em até 80%.

Este benefício permite desde o caminhar e correr sem sobrecarga articular para pacientes com sobrepeso, até a chance de pacientes com determinado grau de comprometimento neurológico terem a experiência  incrível de voltar a caminhar com o menor déficit motor possível.

Esta esteira pode também antecipar o exercício de caminhar e correr em situações de pós-operatórios de cirurgias ortopédicas e fraturas acelerando o processo de reabilitação.

Para o atleta de elite, a chance de reduzir o peso durante a corrida permite o refinamento do padrão de movimento melhorando a eficiência mecânica.

As esteiras cada vez mais se tornam aliadas da reabilitação, melhora da performance e da promoção de saúde.

Colaboração: Dra. Gerseli Angeli.

*Turíbio Barros é mestre e doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM (Escola Paulista de Medicina). Foi membro do American College of Sports Medicine, fisiologista do São Paulo FC e coordenador do departamento de fisiologia do E C Pinheiros. Atualmente, escreve para o site EuAtleta e mantém seu site www.drturibio.com

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Exame médico deve ser renovado a cada seis meses, em São Paulo


O prazo da nova norma pode servir de parâmetro para todos os clubes, diz Consultoria Sindi-Clube

Os departamentos médicos dos clubes devem ficar atentos às constantes alterações e inclusões que são feitas na legislação que regula a prática de esportes nos clubes.

A Consultoria Sindi-Clube faz abaixo um resumo das modificações realizadas, sendo que a última afeta os clubes da capital.

Recente lei do município de São Paulo (15.527 de 14 de fevereiro) determina que os clubes são obrigados a exigir a renovação a cada seis meses do exame médico dos associados.

O atestado médico precisa autorizar a prática da modalidade esportiva que o interessado quer praticar. A inobservância da determinação caracteriza infração com multa prevista no código sanitário do município.

“Essa lei também estabelece que os menores de idade têm que apresentar, além do exame médico, a autorização de seus pais ou responsáveis. Lembramos também que os menores de 12 a 16 anos são obrigados a estar acompanhados dos pais para a prática de atividades físicas e que os de 16 a 18 anos necessitam de autorização dos responsáveis”, diz o consultor jurídico do Sindi-Clube, Valter Piccino.

Prazo recomendado 

Para Piccino, o prazo de validade de seis meses recomendado pela lei paulistana pode ser seguido pelos demais do Estado.

“O Conselho Regional de Medicina impede que seja colocada a validade no atestado médico. Para que seja adotado, o clube deve fazer constar o prazo da validade do exame no regimento da associação. Para ter mais segurança e se precaver, o clube pode estender a obrigatoriedade do exame médico também para os atletas eventuais, para atividades físicas organizadas ou não”, afirma.

O consultor observa que essa medida, mesmo para aqueles que praticam atividade física espontânea, representará uma importante ação de conscientização no sentido de preservar a saúde do associado e a responsabilidade civil do clube.

“No caso de um infortúnio, morte de alguém durante prática de esportes no clube, o seguro não irá cobrir as despesas decorrentes se não for apresentado o atestado médico regularizado e o dirigente poderá até responder penalmente por isso. A lei paulistana reforça a recomendação sempre feita pela Consultoria Sindi-Clube de se adotar seis meses como prazo para a renovação dos exames médicos”, diz Piccino.

Lei federal 

O consultor também chama a atenção dos clubes que possuem equipes esportivas: fiquem atentos à lei federal 12.346, que alterou a lei 9.615/98, de forma a obrigar a realização de exames periódicos para avaliar a saúde dos atletas e prever a presença de equipes de atendimento de emergências médicas em competições profissionais.

“Os clubes que mantêm times de competição, profissionais ou não, não podem deixar de ter os laudos que atestam que os atletas passam por avaliação médica em intervalos regulares”, diz Piccino.

O consultor também alerta para o outro artigo da lei, que obriga os clubes a disponibilizarem equipes de emergência em eventos esportivos profissionais.

“O descumprimento de qualquer uma dessas normas faz com que a responsabilidade civil recaia na pessoa do dirigente, o que poderá configurar ato de má gestão”, avisa.

Mais informações pelo e-mail: juridico@sindiclubesp.com.br

Academias de São Paulo já podem matricular jovens no Programa Sindi-Clube Aprendiz

As academias de ginástica, tênis e natação de São Paulo poderão matricular jovens contratados para aprendizagem para receber formação no Programa Sindi-Clube Aprendiz.

Terão essa possibilidade os estabelecimentos associados ao Sindicato das Academias de São Paulo, que firmou convênio de cooperação com o Sindi-Clube, nesta terça-feira (24/7). A entidade congrega estabelecimentos de esportes aquáticos, aéreos e terrestres em todo o Estado.

  O termo foi assinado na sede do Sindi-Clube pelos presidentes das duas entidades, Gilberto Bertevello e Cezar Roberto Leão Granieri.

Pelo acordo, as academias poderão matricular aprendizes  no curso de formação  com as mesmas condições oferecidas pelo Sindi-Clube aos clubes.

“Procuramos o Sindi-Clube porque é uma entidade séria, que mantém um programa de aprendizagem aprovado pelas autoridades do trabalho”, afirmou Bertevero.

O presidente do Sindi-Clube lembrou que o Programa Sindi-Clube Aprendiz foi instituído em 2005 para dar cumprimento da Lei 10.097/00 e que aparece como o único curso da área de esporte e lazer validado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no Cadastro Nacional de Aprendizagem.

“Temos um curso para formar jovens em todas as atividades dos clubes e, igualmente, às das academias. Com esse convênio, os dois sindicatos incentivam seus associados a investir na inclusão do jovem no mercado de trabalho’, disse Granieri.

Granieri e Bertevero: inclusão de jovens no mercado de trabalho

O convênio foi firmado depois que academias fiscalizadas pelo MTE e Ministério Público do Trabalho (MPT) procuraram o Sindi-Clube.

Os estabelecimentos firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta com o MPT, no qual se comprometem a matricular seus aprendizes no programa de aprendizagem do Sindi-Clube, que oferece formação específica para o setor.

O QUE É O PROGRAMA SINDI-CLUBE APRENDIZ

O Programa Sindi-Clube Aprendiz foi instituído em 2005 para ser aplicado em todas as atividades dos clubes e facilitar o cumprimento da Lei 10.097/00, que obriga os clubes e empresas a terem uma cota de 5% a 15% de seus funcionários composta por aprendizes.

Com 22 clubes vinculados, o Programa já atendeu mais de 1.800 jovens e aparece como o único curso validado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no Cadastro Nacional de Aprendizagem.

O conteúdo didático do Programa é de dois anos, com nove disciplinas: Atividades Esportivas, Modalidades Esportivas, Relações Humanas, Orientação Empresarial, Higiene, Saúde e Segurança do Trabalho, Primeiros Socorros e Respeito à Vida, Atividades Administrativas, Atividades Clubísticas, Acompanhamento, Desenvolvimento e Reforço Escolar.

As aulas são ministradas em salas que possuem todos os recursos técnicos – na entrada e no intervalo das aulas é servido um lanche. Os jovens inscritos no curso ficam habilitados a trabalhar como aprendizes nos clubes e, no fim do aprendizado, recebem o certificado de conclusão.

Para mais informações, o telefone é (11) 5054-5464.

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