Caminhar pode gerar tantos benefícios quanto atividades mais intensas

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Nabil Ghorayeb*

Pode parecer incrível, mas grandes pesquisas mundiais (algumas no Brasil) resultaram em constatações surpreendentes na informação de que a caminhada simples pode proporcionar maior longevidade.

O sedentarismo, um dos quatro principais fatores de risco para o aparecimento de problemas cardiovasculares, câncer, entre outros, contribui entre 6 a 10% no desenvolvimento de doenças crônicas degenerativas.

As recomendações mundiais são de, no mínimo, 150 minutos de exercícios de intensidade moderada ou 75 minutos de intensidade vigorosa por semana, por tempo indeterminado.

Os benefícios bem conhecidos da atividade física moderada e pouco mais intensa são os mesmos de baixo risco de ter ou de morrer de doenças cardiovasculares, diabete tipo 2, derrame cerebral e alguns tipos de câncer.

Enquanto que as atividades físicas mais vigorosas por longos períodos podem aumentar o risco de problemas ortopédicos e até alguns problemas cardíacos, recomenda-se, nesse caso, um acompanhamento médico mais próximo.

Ao contrário do que se pensa de que para ter saúde precisamos fazer exercícios moderados a intensos, constatou-se que podemos ter benefícios saindo apenas para caminhar.

Uma pesquisa divulgada em outubro de 2017 concluiu que 120 minutos por semana de simples caminhada (1600 m em 20 minutos, seis vezes por semana) foram suficientes para se conseguir maior longevidade saudável.

Nessa pesquisa realizada em Atlanta, nos Estados Unidos, foram acompanhados 77 mil mulheres e 62 mil homens, todos adultos com mais de 68 anos de média de idade, por longos 13 anos e analisadas as causas de mortes que ocorriam.

Houve forte diferença na quantidade de mortes por doenças gerais, principalmente o câncer e mortes por doenças cardiovasculares, ao se comparar os ativos das simples caminhadas com as pessoas de hábitos totalmente sedentários.

A taxa de mortes para os sedentários foi de 4.293 por 100 mil indivíduos.

Entre os que caminhavam 120 minutos por semana, foi menor, ou seja, 2.851 para 100 mil.

Enquanto na turma de exercícios moderados, com 150 minutos ou mais, foi ainda bem menor: 2.088 por 100 mil.

Foi confirmada a tese de anos da OMS (Organização Mundial da Saúde) que recomendava a caminhada para todos, por ser algo simples e livre, não requerendo nenhum treinamento específico.

Acrescento que nem necessita de roupas ou equipamentos especiais.

Na realidade, qualquer caminhada é melhor do que não se fazer nada, segundo concluíram os autores.

*Nabil Ghorayeb

Formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Sorocaba PUC-SP, doutor em cardiologia pela FMU-SP, chefe da seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, especialista por concurso em cardiologia e medicina do esporte, médico sênior do Grupo Fleury Medicina e Saúde, coordenador da clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715 , Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde.

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