35% dos atletas paraolímpicos brasileiros sofreram acidentes

Landgraf: do futebol para a vela adaptada (Foto: CPB)
Landgraf: do futebol para a vela adaptada (Foto: CPB)

Dos 285 atletas brasileiros convocados para a Paraolimpíada do Rio, 101 são vítimas de acidentes, ou seja, mais de 35% do total.

Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro, 49 são vítimas de casualidades no trânsito (carro, moto ou atropelamento), 12 têm sequelas por arma de fogo, nove ficaram paralisados após acidentes aquáticos (mar ou piscina) e seis por alguma ocorrência no trabalho.

Há também vítimas de quedas, ataques de cachorros ou até mesmo por incidentes em competições esportivas.

Apesar da alta porcentagem, a maior parte dos esportistas paraolímpicos já nasceu com deficiência.

Oitenta e nove deles vieram ao mundo com problemas congênitos que causaram cegueira ou má formação de membros.

A delegação também é composta por 67 atletas que ficaram com sequelas de doenças graves, como a poliomielite, por exemplo, que afetou 13 destes. Outros 28 tiveram paralisia cerebral por causa de complicações no parto.

Entre os acidentados, um dos casos mais conhecidos é o do ex-goleiro do São Paulo Futebol Clube, Bruno Landgraf, que, atualmente, pratica vela adaptada.

Landgraf chegou a vestir a camisa das categorias de base da seleção brasileira de futebol e era considerado uma grande promessa do tricolor paulista.

Em 2006, o jogador bateu o carro e teve um deslocamento na coluna que o deixou tetraplégico. Dez anos após o acidente, Bruno disputará sua segunda Paraolimpíada e buscará a medalha inédita.

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