Estudos mostram eficácia da soneca na melhora da performance

Que uma boa noite de sono é fundamental para a saúde, a performance e a qualidade de vida, todos sabemos.

Mas, hoje em dia, com nosso novo estilo de vida muito mais corrido, em que tudo é urgente e todos têm tantas obrigações e necessidades, dormir as famosas oito horas de sono parece até utopia.

Se a falta de sono diminui bastante o desempenho mental, seus efeitos sobre a performance física não são diferentes.

De acordo com uma pesquisa publicada recentemente no European Journal of Sport Science, existe uma estratégia bastante agradável que pode ser utilizada para melhora do desempenho físico para aqueles indivíduos que dormem menos de sete horas por noite: a soneca.

Para provar os benefícios da soneca sobre o desempenho físico, 11 corredores realizaram duas vezes o seguinte protocolo: 30 minutos de corrida na esteira a 75% do VO2 máx pela manhã e depois realizaram outra corrida de 20 minutos a 60% do VO2 máx seguida de uma corrida a 90% do VO2 máx até a exaustão.

A diferença entre os dias de teste foi que em um dos dias, em torno de 90 minutos antes da corrida da tarde, os avaliados tiraram uma soneca de 20 a 30 minutos.

Como resultado da pesquisa, os avaliados que dormiram menos que sete horas na noite anterior, aumentaram seu tempo de corrida até a exaustão e também apresentaram menores níveis de percepção de esforço após a soneca.

Portanto, se você é um atleta profissional ou amador que visa melhorar seu desempenho, especialmente nos dias e competição, a soneca deixa de ser um luxo e torna-se uma necessidade.

 

*Turibio Barros: mestre em biotecnologia e doutora em biologia celular e do desenvolvimento com habilitação em genética molecular humana pela UFSC. É membro da American Society of Human Genetics e do Institute for Functional Medicine. Hoje é diretora técnica do Biogenetika, centro de medicina individualizada.

 

 

Outubro Rosa: se toque!

O Sindi Clube apoia o Outubro Rosa! O movimento tem como objetivo conscientizar a população sobre o câncer de mama e compartilhar informações sobre o autoexame, uma técnica simples mas eficaz para identificar alterações que recomendem a consulta a um especialista para diagnóstico da doença e eventual tratamento, contribuindo para a redução da mortalidade. E os homens precisam saber que o câncer de mama não é restrito apenas às mulheres.

Acompanhe abaixo o passo a passo para o autoexame de mama e compartilhe a informação com seus familiares, amigas e amigos de clube. Lembrando sempre que o autoexame não oferece um diagnóstico: qualquer alteração que seja observada, é fundamental consultar um especialista.

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Observação em frente ao espelho

A observação em frente ao espelho deve ser feita sem roupa. As mamas devem ser observadas com os braços abaixados e depois erguidos. Por ultimo é recomendado colocar as mãos apoiadas na cintura fazendo pressão, observando sempre se há alguma alteração na mama.


Palpação de pé

A palpação de pé deve ser feita durante o banho com o corpo molhado e as mãos ensaboadas. Deve-se levantar o braço esquerdo, colocando a mão atrás da cabeça e palpar cuidadosamente a mama esquerda com a mão direita, usando movimentos circulares e de cima para baixo.

O mesmo deve ser feito na mama do lado direito.

Depois da palpação da mama, deve-se também pressionar os mamilos suavemente para observar se existe a saída de qualquer líquido.


Palpação
deitada

Para fazer a palpação deitada deve-se deitar e colocar o braço esquerdo na nuca, é recomendado colocar uma almofada ou toalha debaixo do ombro esquerdo para ser mais confortável;

Palpação deve ser feita com os mesmos movimentos da palpação em pé.

Caso, durante o autoexame, seja possível sentir alterações que não estavam presentes no exame anterior é recomendado consultar o ginecologista para fazer exames diagnósticos e identificar o problema.

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Intervalado ou contínuo? Descubra qual tipo de treino queima mais calorias

Turibio Barros*

A discussão do maior valor calórico do treino contínuo ou intervalado é uma das controvérsias mais antigas das ciências do esporte.

Para uma análise crítica e fundamentada da questão, torna-se necessário estabelecer alguns conceitos básicos.

Em primeiro lugar, vale lembrar que existem diferenças importantes entre os dois modelos no que se refere à motivação, substrato energético utilizado, incidência de lesões, etc.

O que difere os dois modelos é a intensidade.

O treino contínuo se caracteriza pela intensidade moderada, enquanto que o intervalado é caracterizado por corridas de maior velocidade (exercício intenso), com pausas de recuperação.

O gasto calórico do movimento de correr é na verdade um cálculo baseado na física que estabelece que a energia gasta é o produto da massa (peso corporal) pelo deslocamento.

Portanto, como o peso é o mesmo, a energia gasta (gasto calórico) é proporcional ao deslocamento, ou seja, à distância percorrida.

No exercício contínuo e moderado, a ”conta energética” vai sendo “paga” durante a atividade com predominância do metabolismo aeróbico.

No exercício intervalado e intenso, predomina o metabolismo anaeróbico e a “conta” é paga uma parte durante e o restante ao término do exercício.

O “pagamento” após caracteriza o chamado EPOC, ou seja, o excesso de consumo de oxigênio após o exercício, o que leva ao controverso conceito de que esta situação é mais favorável para o gasto calórico total.

É comum a ideia errada de que o metabolismo permanece aumentado por várias horas após o exercício, o que não é verdade.

Se voltarmos aos conceitos iniciais, podemos perceber que o gasto calórico aumentado ao final se presta a “pagar” a “dívida” de oxigênio contraída pelo metabolismo anaeróbico, porém a conta continua sendo a da energia gasta calculada pela física (massa x deslocamento).

Em resumo, o que vale para cálculo do gasto calórico continua sendo a distância total percorrida, não importando se de forma contínua ou intervalada.

*Turibio Barros: Mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM. Membro do conselho científico da Midway Labs, professor e coordenador do Curso de Especialização em Medicina Esportiva da Unifesp e fisiologista do São Paulo FC e coordenador do Departamento de Fisiologia do E.C. Pinheiros. Membro do American College of Sports Medicine. www.drturibio.com.

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Descubra as obras que serão discutidas nos Clubes de Leitura de outubro

Mais uma agenda de Clubes de Leitura está pronta para os associados que adoram passar um tempo com um bom livro.

Hoje (03) mesmo acontece um encontro na Sociedade Esportiva Palmeiras, com o livro “Nunca houve um castelo”, de Martha Batalha, às 19h.

No dia 4, três encontros estão marcados, um em cada período do dia.

Durante a manhã, às 11h, o integrantes do Clube de Leitura do Paineiras do Morumby falarão sobre “Dom Casmurro”, de Machado de Assis.

No período da tarde, às 15h, também no Paineiras, será a vez de “A desumanização”, de Valter Hugo Mãe

À noite, às 19h30, os associados do Primeiro de Maio Futebol Clube debaterão sobre a terceira parte do clássico “Os miseráveis”, de Victor Hugo.

Dia 5, às 19h30, o Alphaville Tênis Clube trará “A Máquina de fazer espanhóis”, de Valter Hugo Mãe.

Já no dia 6, às 15h, o São Paulo Futebol Clube discutirá “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Martha Batalha.

Fique de olho no blog para saber sobre as obras que serão tema dos Clubes de Leitura que acontecerão na segunda quinzena de outubro.

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