Em maio, Clube de Leitura contará com a presença do autor Luiz Ruffato

Nas atividades de maio dos Clubes de Leitura, o São Paulo Futebol Clube terá não apenas a discussão da obra “A cidade dorme”, de Luiz Ruffato, mas também a presença do autor dia 12 de maio, às 15 horas.

Além deste, outros oito encontros serão realizados em diferentes clubes do Estado de São Paulo.

Confira a seguir.

O Paineiras do Morumby, em 3 de maio, terá dois encontros no clube, o primeiro às 11 horas, sobre a obra “Razão e sensibilidade”, de Jane Austen.

Mais tarde, às 15 horas, é a vez do livro “As brasas”, de Sandór Márai.

Também no dia 3, às 19h30, o Primeiro de Maio Futebol Clube leva aos associados “O Assassinato de Roger Ackroyd”, de Agatha Christie.

Ainda na primeira semana de maio, mais reuniões.

No dia 4, três encontros: no Clube Atlético São Paulo (SPAC), às 16 horas, o tema é “Não me abandone jamais”, de Kazuo Ishiguro.

Às 19 horas, a Sociedade Esportiva Palmeiras leva “A mulher de pedra”, de Tariq Ali, para a discussão.

E, às 19h30, o Alphaville Tênis Clube debate o clássico “Orgulho e preconceito”, de Jane Austen.

No dia 7, às 20 horas, o Anhembi Tênis Clube aborda a obra “O sol na cabeça”, de Geovani Martins.

O Esporte Clube Sírio traz no dia 10, às 19 horas, as duas primeiras histórias do livro “Quatro Estações”, de Stephen King: “Primavera eterna: Rita Hayworth e a redenção de Shawshank” e “Verão da corrupção: Aluno Inteligente”.

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Está parado? Que tal voltar a praticar os esportes da infância?

Treinador explica que para aquelas pessoas que não gostam das atividades mais comuns à vida adulta, retomar exercícios como futebol ou lutas pode ser a forma de se afastar do sedentarismo

*Gustavo Luz

Existem muitos adultos, hoje em dia, que já praticaram atividade física de forma regular (e às vezes até bem intensa) no passado, mas que, no momento, não conseguem arrumar motivação e/ou tempo para voltar aos exercícios.

Quando mais novos, parece que temos mais opções de atividades, como escolinhas de diferentes esportes coletivos, aulas de dança, lutas, entre outros.

E quando chegamos à vida adulta, muitos não conseguem encontrar motivação praticando aquelas modalidades mais comuns aos adultos, como corrida, natação, musculação, yoga, entre outras.

Pode acontecer de essa falta de empatia com as atividades esportivas mais comuns da vida adulta se transformar em sedentarismo.

Ao mesmo tempo, cresce o estresse no trabalho, a correria do dia a dia e também a preocupação financeira e com o bem-estar da família.

É aí que está o problema, pois é justamente na fase adulta que a gente tem que se manter treinando, para retardar ou evitar potenciais doenças ou lesões que podem se desenvolver no futuro – e, acredite, a prevenção é sempre melhor do que o tratamento.

Experimente voltar a praticar essas modalidades que te fizeram bem no passado.

Sei que muitas vezes os horários e a logística podem tornar esse processo um pouco mais difícil, mas isso pode valer à pena e melhorar muito a sua saúde.

É provável que seu corpo ainda tenha alguma memória muscular dessas atividades, e por isso recomeçá-las pode não ser tão difícil para o seu organismo.

Se você já tem mais de 40 anos, no geral, seus processos fisiológicos e metabólicos vão ficando mais lentos e ocorre uma maior dificuldade em manter ou aumentar seus músculos.

O mais importante aqui é encontrar uma forma de se exercitar e proporcionar condições que favoreçam o treinamento a médio e longo prazo.

*Gustavo Luz: É educador físico formado pela Estácio de Sá, treinador de corrida e triatlo desde 2006 e praticante há quase 20 anos. Diretor técnico da G-LUZ Top Team, vive atento a tudo que se refere à fisiologia do exercício. Também fala com conhecimento empírico de quem está sempre frequentando as competições.

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Existe “correr certo”? Fisioterapeuta responde

Raquel Castanharo*

Qual é o tamanho de passada normal na corrida?

Quanto o tronco pode girar?

Quantos graus de inclinação o corpo deve ter para frente?

Enfim, quais são os valores para uma corrida “ideal”?

Eu já recebi esse tipo de pergunta várias vezes e a resposta é: não há resposta.

Dar números exatos para a corrida é uma cilada por vários motivos, pelo menos por enquanto.

Para determinarmos um movimento como normal, ele deve ser o observado na maioria da população.

Então, teríamos que analisar uma quantidade suficientemente grande de pessoas que representem a população.

Isso até hoje não foi feito.

Os estudos de biomecânica da corrida normalmente avaliam cerca de 20 pessoas por apenas algumas passadas.

Esse tipo de análise já trouxe muito conhecimento para a área, mas é bastante complicado assumir que esses números servem para todo mundo.

Por exemplo, uma pesquisa como a citada acima mostrou que a inclinação do joelho em pessoas sem dor é aproximadamente 10 graus.

Com base nesses dados, não podemos taxar os que inclinam o joelho 12 graus como “errados”.

Esses números nos dão uma ideia muito pouco precisa.

Além disso, o gesto da corrida tem muito mais do que apenas mecânica.

A personalidade da pessoa também está impressa em cada passada.

Uma leve inclinação do tronco, um braço que se move mais que o outro.

Tudo isso pode fazer parte do repertório motor adquirido desde a infância, o que eu não consigo classificar como errado.

Existe atualmente uma colaboração muito interessante de vários países para formarem um banco de dados com os movimentos de muitos corredores ao redor do mundo.

Qualquer laboratório de pesquisa pode enviar seus resultados de avaliação biomecânica para compor essa grande coleta de informações.

Quando tal banco de dados estiver grande o suficiente, aí sim poderemos conversar mais sobre valores normais na corrida.

Ou chegar à conclusão de que o normal é tão variável que esse tipo de classificação deve ser deixado de lado de uma vez.

*Raquel Castanharo: Fisioterapeuta formada e mestra em biomecânica da corrida na USP. Realizou pesquisa em biomecânica da coluna na Universidade de Waterloo, Canadá. Trabalha com fisioterapia e avaliação biomecânica em São Paulo e Jundiaí. www.raquelcastanharo.com.br

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Fique por dentro dos Clubes de Leitura da segunda quinzena de abril

O mês de abril está recheado de Clubes de Leitura.

Além dos 12 que estão divididos nesta primeira quinzena, outros sete estão agendados para a segunda parte do mês.

No dia 19, às 14h30, o Círculo Militar de São Paulo  traz para a discussão o livro “Marina”, de Carlos Ruiz Zafón.

No mesmo dia, às 15h, o Clube Alto dos Pinheiros  terá como tema de encontro o romance que mescla comédia política e drama pessoal “Soy loco por ti, América”, de Javier Arancibia Contreras.

Nele, o autor narra quatro histórias que se passam em países diferentes, mas todos na América Latina dos anos 60 aos dias atuais.

Entre os personagens estão um obituarista, um poeta, um jornalista e um jovem milionário.

No dia 21, às 16h, a Associação Brasileira A Hebraica de São Paulo leva aos associados o livro “Os afetos”, de Rodrigo Hasbún.

Já no dia 26, haverá três Clubes de Leitura, em horários e clubes diferentes.

O primeiro será às 16h, no Paineiras do Morumby, com “Mil Tsurus”, de Yasunari Kawabata.

Às 19h é a vez da Academia Paulista de Letras, com um dos mais famosos romances policiais de Agatha Christie, “O Assassinato de Roger Ackroyd, que tem como ponto de partida uma sequência de três crimes.

Por último, às 19h30, o Club Athletico Paulistano falará sobre  “A noiva jovem”,  em que o autor, Alessandro Baricco, narra a história da jovem prometida, que, ao chegar na mansão do noivo, é imediatamente acolhida por sua nobre família e invadida pela excentricidade das pessoas e do lugar, enquanto espera que o amado retorne da Inglaterra.

Para fechar a agenda de Clubes de Leitura do mês, a Associação Atlética Banco do Brasil terá “Crônica de uma morte anunciada”, de Gabriel Garcia Márquez no dia 27, às 18h30.

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Em dois períodos? Dias intercalados? Veja como dividir os seus treinos

Treinadores Gustavo Luz e Deborah Povoleri mostram a melhor maneira de organizar a sua rotina de atividades físicas, dependendo do seu condicionamento e histórico

Quem gosta de praticar atividade física, normalmente, é adepto de mais de uma modalidade.

Mas como organizar a rotina conciliando os treinos com trabalho, família, entre outros afazeres do dia a dia?

Não é fácil.

E muitas vezes o atleta amador precisa treinar todos os dias e até duas vezes no mesmo dia.

Mas será que isso é saudável? Será que qualquer pessoa pode adotar uma rotina tão intensa?

Os dois profissionais ressaltam que essa é a realidade de muita gente pela falta de tempo da vida moderna.

Mas ambos concordam que é preciso bom condicionamento físico para aguentar a “pegada” e que se for preciso fazer dois treinos no mesmo dia, é importante que ele tenha características e estímulos diferentes.

“Muita gente treina duas vezes ao dia, em vários dias da semana. Por exemplo, é possível nadar e fazer musculação, correr e pedalar, alongar e treinar na academia, e por aí vai. Tem que ir ajustando com a logística do dia a dia profissional, não tem jeito”, comentou Gustavo Luz.

“Para ter dois treinos no mesmo dia, eles devem ser de características ou grupamentos musculares diferentes, por exemplo: treino de força para quadríceps de manhã, treino de resistência cárdio, com predominância de membros superiores, à noite, ou natação. Dificilmente um atleta que é amador consegue treinar grandes grupamentos e fazer outro treino que lhe exija no mesmo dia”, afirmou Deborah Povoleri.

Gustavo Luz citou o exemplo dos triatletas, lembrando que os querem praticar o esporte com bom desempenho precisam treinar duas vezes ao dia.

Para ele, isso não é um problema, desde que a pessoa não corra em dois períodos.

“Eu acho que a questão aí é a corrida duas vezes ao dia. Isso é pior do que melhor para a maioria. Então, a sugestão para o corredor amador, na média, é não correr duas vezes ao dia, preferir praticar outra atividade complementar. A não ser que esteja treinando para uma prova de corrida específica que precise dessa habilidade”.

De acordo com o treinador, a melhor estratégia, no caso da corrida, é treinar dia sim, dia não.

“Dá tempo de se recuperar melhor. Mas sempre com alguma atividade complementar nos dias em que não corre. Só descansa quando estiver cansado. Mas é difícil uma pessoa que não esteja muito familiarizada com a corrida ter todas essas sensações e saber interpretá-las. Essas pessoas precisam de planilha, de uma regra para seguir. E, às vezes, ter dia de descanso aqui, dia de descanso ali, pode funcionar bem. Dá uma certa perspectiva da semana como um todo, facilitando a assimilação dos treinos, observou.

Deborah Povoleri usou outro exemplo, o dos peladeiros de plantão, que não abrem mão do treino de musculação ou de suas corridinhas. Segundo ela, para quem tem que fazer isso no mesmo dia do futebol, é importante ter um certo descanso no intervalo entre as modalidades, além de boa alimentação.

– Aquela pessoa que vai à academia de manhã e joga um futebolzinho à noite, provavelmente vai perceber que o seu rendimento vai cair, se ele não tiver feito boas refeições ou descansado nesse intervalo de tempo. O importante é frisar que isso vai depender muito da condição física e do background de cada um.

O treinador especialista em corridas foi mais além. Para ele, mais importante do que seguir regularmente a rotina de dois treinos por dia ou ainda de treinos diários, sem intervalo, é saber ouvir e obedecer a seu corpo quando ele pede descanso.

“Eu tenho uma regra que eu não deixo passar: se ficar na dúvida entre descansar e sair para treinar descanse na mesma hora. Isso vale muito para quem gosta de treinar. Há vezes em que você pode passar dois ou três dias sem conseguir treinar porque se enrolou com o trabalho ou porque simplesmente quer descansar. Isso não é um problema e não vai diminuir o seu rendimento”garantiu.

*Gustavo Luz: é educador físico formado pela Estácio de Sá, treinador de corrida e triatlo desde 2006 e praticante há quase 20 anos. Diretor técnico da G-Luz Top Team, vive atento a tudo que se refere à fisiologia do exercício. Também fala com conhecimento empírico de quem está sempre frequentando as competições.

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