A roupa de compressão

shutterstock_126820694Turíbio Barros*

É costume dizer que o esporte de alto rendimento é um laboratório de testes para desenvolvimento de produtos e acessórios esportivos que possam também contemplar o cidadão comum.

É como se comparássemos a fórmula 1 e a indústria automobilística.

O esporte de alto rendimento é também uma grande vitrine e os recursos utilizados pelos atletas para melhora de desempenho acabam tornando-se o sonho de consumo dos atletas amadores e dos praticantes de atividades físicas.

Um desses recursos é a chamada roupa de compressão.

Trata-se de uma tecnologia têxtil, fruto de muitas pesquisas, que procura proporcionar uma melhora de rendimento e prevenção de lesões, através do chamado princípio compressivo.

As peças de roupa que incorporam este princípio exercem em certos segmentos corporais, principalmente aqueles com grandes grupos musculares, um efeito de compressão graduada e seletiva que proporciona os seguintes benefícios:

1- Diminuição dos sintomas do quadro da dor muscular tardia.
Quando os músculos são submetidos a esforços físicos mais intensos, desenvolve-se um quadro de microtraumas, que evolui para um processo inflamatório de manifestação tardia que caracteriza a chamada dor do dia seguinte. Quando é utilizada uma roupa compressiva, o quadro de edema que é consequência dos microtraumas, é atenuado e diminui a magnitude do quadro inflamatório do dia seguinte.

2- Melhora de força e potência
Devido ao efeito compressivo, diminui a vibração muscular e aumenta a transferência de força para o eixo do movimento proporcionando uma melhora de desempenho relacionado à força, potência e velocidade.

3- Melhora da propriocepção
O efeito compressivo proporciona uma melhor “percepção” dos segmentos corporais por parte do nosso cérebro, o que pode melhorar a precisão na execução dos movimentos.

Estes resultados foram obtidos em laboratórios de biomecânica em diferentes países, dos quais o laboratório do Prof. Kraemer na Universidade da Pensilvânia é o mais conhecido.

Certamente, novas pesquisas continuarão a ser feitas e esse princípio será cada vez mais estudado.

O que podemos ver é que os atletas de alto rendimento já incorporaram o uso dessas roupas, que passaram a ser verdadeiras aliadas na obtenção de melhor desempenho.

*Turíbio Barros é mestre e doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM (Escola Paulista de Medicina). Foi membro do American College of Sports Medicine, fisiologista do São Paulo FC e coordenador do departamento de fisiologia do E C Pinheiros. Atualmente, escreve para o site EuAtleta e mantém seu site www.drturibio.com

Visite o portal do Sindi-Clube e saiba mais de assuntos que interessam ao seu clube.

 

Conheça as modalidades olímpicas: tênis

Feijão: entre os 100 melhores (Foto: Nestor J. Beremblum)
Feijão: entre os 100 melhores (Foto: Nestor J. Beremblum)

O tênis brasileiro pode garantir uma medalha inédita em 2016.

O melhor desempenho de um atleta nacional em olimpíadas, até hoje, foi o de Fernando Meligeni em Atlanta, 1996, onde perdeu a disputa pela medalha de bronze e ficou com o 4º lugar.

Nem mesmo Gustavo Kuerten, favorito ao ouro em Sidney, 2000, conseguiu uma marca melhor que a de Meligeni.

Já nos Jogos Pan-Americanos, a modalidade ganhou um bronze em Guadalajara, 2011, na dupla mista com Ana Clara Duarte e Rogério Dutra.

No Pan do Rio, 2007, Teliana Pereira levou o bronze na categoria feminina e Flávio Saretta o ouro na masculina.

Com o torneio disputado em seu próprio país, o Brasil ficou em segundo lugar no quadro de medalhas do tênis, perdendo para apenas para a Argentina, que voltou para casa com dois ouros e dois bronzes.

No cenário atual, apesar da escassez de títulos, dois tenistas brasileiros estão entre os 100 melhores do ranking mundial: João Souza, conhecido como Feijão, está em 70º, e Thomaz Belucci, 81º.

A Federação Internacional de Tênis (FIT) garante a participação do Brasil nas cinco chaves (simples masculina, simples feminina, duplas masculinas, duplas femininas e duplas mistas).

Com isso, serão no mínimo quatro tenistas brasileiros, dois homens e duas mulheres. Para os torneios de simples, se classificarão os 56 primeiros do ranking mundial, respeitando o limite de quatro tenistas por país por chave.

A FIT distribuirá mais seis vagas por chave de simples, e a prioridade é para o melhor brasileiro (a) do ranking, caso ele ainda não esteja classificado.

Visite o portal do Sindi-Clube e saiba mais de assuntos que interessam ao seu clube.

Não perca os prazos, consulte o calendário de obrigações de abril no portal do Sindi-Clube

shutterstock_126537752

O calendário das obrigações mensais dos clubes, referente ao mês de abril, já está disponível no portal do Sindi-Clube.

Os gestores devem ficar atentos às datas de pagamento de salários, índices atualizados e tabelas e compromissos importantes, pois um esquecimento pode gerar o prejuízo de multas.

Além dos prazos que não podem ser perdidos, o calendário oferece consulta para as tabelas do Imposto de Renda, contribuição previdenciária, incidência de INSS, FGTS e IRPF sobre vários pagamentos e até de valores para recursos trabalhistas.

A agenda também inclui a data de pagamento da contribuição negocial patronal, marcada para o dia 8 de abril.

Visite o portal do Sindi-Clube e saiba mais de assuntos que interessam ao seu clube.

 

Rio 2016 e Correios lançam selos comemorativos

Cartela completa, com dez selos duplicados, que destacam a identidade visual dos Jogos Rio 2016 (Foto: Reprodução / Rio 2016)
Cartela completa, com dez selos duplicados, que destacam a identidade visual dos Jogos Rio 2016 (Foto: Reprodução / Rio 2016)

Os Correios e o Comitê Olímpico Brasileiro lançaram a primeira edição da série de selos comemorativos da Olimpíada Rio 2016.

A homenagem estampa dez modalidades diferentes, sendo nove olímpicas (badminton, basquete, ciclismo, desportos aquáticos, levantamento de peso, luta estilo livre, rúgbi, remo e tiro com arco) e uma paraolímpica (atletismo), com tiragem de 2,4 milhões.

Com arte do designer gráfico e ilustrador José Carlos Braga, os desenhos foram inspirados nos atletas em ação, com ênfase nos movimentos mais característicos de cada modalidade.

Os Correios ainda planejam, até o fim de 2015, o lançamento de mais duas séries da Olimpíada do Rio.

A segunda emissão será em agosto, também com dez modelos, e a terceira em novembro, com mais 11, totalizando 31 selos no ano.

O valor de cada selo custa R$ 1,30, e a cartela com 20 custa R$ 26, com os dez modelos duplicados.

As peças podem ser adquiridas nas agências dos Correios ou na loja virtual.

O início dos Jogos Rio 2016 já está em contagem regressiva, faltam apenas 499 dias.

Visite o portal do Sindi-Clube e saiba mais de assuntos que interessam ao seu clube.

Medida provisória renegocia dívida dos clubes

shutterstock_139976506

A medida provisória (MP) 671 do governo que trata da renegociação das dívidas dos clubes de futebol com a União também incluiu em seus dispositivos todos os demais clubes que não têm a prática futebolística.

A MP estabelece que as primeiras 36 parcelas do refinanciamento custarão entre 2% e 6% da receita do clube.

O restante deverá ser quitado em 120 ou 204 meses.

Os clubes ficarão obrigados a uma série de exigências, entre elas publicar demonstrações contábeis padronizadas e auditadas por empresas independentes e pagar em dia todas as contribuições previdenciárias.

Há também sanções – os clubes que desrespeitarem as regras poderão ser rebaixados de divisão e todos os que praticarem gestão temerária serão responsabilizados.

Publicada em 20 de março e em vigor por 120 dias, a MP passou à análise de uma comissão especial formada por deputados e senadores.

Se houver modificações, o texto passará a tramitar no Congresso como Projeto de Lei de Conversão (PLV).

Um parecer da Consultoria Sindi-Clube com as condições de adesão exigidas pela MP pode ser consultado no portal da entidade na seção Jurídico / MP dívida dos clubes.

Visite o portal do Sindi-Clube e saiba mais de assuntos que interessam ao seu clube.

Conheça as modalidades olímpicas: vôlei

Vôlei brasileiro saca para manter tradição vencedora (Foto: Getty Images/Elsa)
Vôlei brasileiro saca para manter tradição vencedora (Foto: Getty Images/Elsa)

O vôlei brasileiro é um dos esportes que mais ganham medalhas.

Nos Jogos de 2016, as equipes podem ser tricampeãs olímpicas em casa.

Os diversos títulos, como o bicampeonato olímpico das seleções masculina e feminina de quadra, fez com que a modalidade tenha bastante torcida e seja sempre esperança de medalhas olímpicas.

Em julho deste ano, o Brasil já tem vaga garantida na fase decisiva da Liga Mundial de Vôlei – torneio que conquistou nove vezes.

Por já ter vaga também no Rio-2016, as equipes ficarão de fora da próxima Copa do Mundo.

Hoje, no ranking mundial, o Brasil é líder no masculino e vice-líder no feminino, posições que provavelmente serão perdidas em consequência da ausência já confirmada.

Em 2014, no Campeonato Mundial Masculino, na Polônia, o Brasil chegou a sua quarta final consecutiva, mas não conseguiu defender os títulos conquistados em 2002, 2006 e 2010.

No Mundial Feminino, na Itália, o Brasil conquistou a medalha de bronze ao derrotar a Itália por 3 a 2.

Ambas as seleções foram ouro nos Jogos Olímpicos em Pequim, 2008 e em Londres, 2012.

O presidente da Confederação Brasileira de Vôlei, Walter Pitombo Laranjeiras, comenta a responsabilidade da modalidade nos Jogos Rio-2016.

“Os holofotes de todo o mundo estarão em nós. A pouco mais de um ano do início dos Jogos, nossas seleções seguem em preparação para que o vôlei, esporte que mais rendeu medalhas ao Brasil em Olimpíadas, perpetue nossa tradição na principal competição do planeta”, diz Laranjeiras.

Visite o portal do Sindi-Clube e saiba mais de assuntos que interessam ao seu clube.

Campeão olímpico Joaquim Cruz ganha biografia

246540_478318_matador_de_dragoes
Noite de autógrafos teve presença do biografado (Foto: Divulgação)

O campeão olímpico Joaquim Cruz tem história vitoriosa no atletismo mundial retratada em sua biografia.

O livro escrito pelo jornalista Rafael De Marco, “Matador de Dragões”, foi lançado na última quinta-feira (19), em São Paulo.

A obra narra todas as dificuldades do atleta que, segundo ele, mostrará aos leitores não só o lado esportista, mas também humano.

246540_478317_joaquim
Cruz: espero que as pessoas gostem da minha história no esporte e na vida (Foto: Divulgação)

“Contar a minha história é a possibilidade de mostrar ao povo do Brasil que é possível, com trabalho e dedicação, realizar seus maiores sonhos. Eu sonhei ser campeão olímpico, lutei contra todas as dificuldades e batalhei muito para atingir meu objetivo. Fico feliz que as pessoas descubram como foi essa jornada”, afirma Cruz.

Joaquim Cruz brilhou nas pistas de atletismo nas décadas de 1980 e 1990 e ficou conhecido como o herói olímpico.

Foi campeão olímpico dos 800m nos Jogos de Los Angeles, 1984, e prata em Seul, 1988.

Depois do feito de Cruz, o Brasil não teve outro atleta medalha de ouro olímpica em provas de pista.

Além do perfil e da carreira do medalhista, o livro, escrito pelo jornalista Rafael de Marco, documenta o principal momento do atletismo brasileiro.

O lançamento é da Editora Multiesportes e parte do dinheiro arrecadado com as vendas será destinada ao Instituto Joaquim Cruz, organização sem fins lucrativos que desenvolve programas esportivos para crianças e adolescentes em Brasília.

Visite o portal do Sindi-Clube e saiba mais de assuntos que interessam ao seu clube.

Concurso vai premiar talentos literários dos clubes

Logo_Prêmio Literatura 2014

Serão abertas segunda-feira (23/3) as inscrições para a quinta edição do concurso para associados dos clubes paulistas, destinado a revelar e premiar talentos literários dos gêneros poesia, crônica e conto.

O Prêmio Sindi-Clube/APL de Literatura será realizado em parceria com a Academia Paulista de Letras (APL).

Uma comissão julgadora, indicada pela APL, composta por três jurados especialistas de cada categoria literária, vai escolher os trabalhos classificados do primeiro ao terceiro lugares de cada gênero.

Os melhores colocados de cada gênero receberão prêmios de R$ 1.200,00, R$ 600,00 e R$ 300,00.

O concurso permite a inscrição de um trabalho por participante até 30 de julho e os temas das obras são de livre escolha.

Leia as especificações exigidas para os textos das categorias no regulamento do Prêmio, disponível no site do Sindi-Clube.

Visite o portal do Sindi-Clube e saiba mais de assuntos que interessam ao seu clube.

Clubes de Leitura discutem livros na próxima semana

ilustração livroOs grupos de associados que participam dos Clubes de Leitura se reunirão no fim da próxima semana.

No dia 26, quinta-feira, o grupo do irá debater a obra “O irmão alemão”, de Chico Buarque, às 19h30.

Na sexta-feira (27), o encontro será no Clube Atlético São Paulo, às 16h, com o livro “Dias perfeito”, de Raphael Montes, em pauta.

Já no sábado (28), o livro discutido no São Paulo Futebol Clube, às 15h, será “O conto da ilha desconhecida” do autor José Saramago.

Além disso, no mesmo dia, o Clube de Leitura da Associação Brasileira “A Hebraica” de São Paulo comemora dois anos e promoverá um encontro com o escritor Joca Reiner Terron às 16h.

Os Clubes de Leitura estão fazendo tanto sucesso que o Clube Paineiras do Morumby inaugurou outro grupo para atender à grande procura de associados.

Já existem 15 Clubes de Leitura em entidades associadas ao Sindi-Clube.

A iniciativa é feita em parceria com a editora Companhia das Letras e Academia Paulista de Letras e tem alcançado grande repercussão entre associados de clubes que se interessam por literatura.

Departamentos culturais de clubes interessados em montar novos grupos de difusão literária obtêm mais informações pelo telefone (11) 5054-5464.

Visite o portal do Sindi-Clube e saiba mais de assuntos que interessam ao seu clube.

Corrida: o motor do coração

corredores_generica_large_103

Nabil Ghorayeb*

Quem corre sabe: apertar o passo exige que o coração aumente o fluxo de sangue para todo o corpo.

As fibras do músculo se fortalecem e a cavidade aumenta.

Dessa forma, ele bombeia mais sangue com menos batidas, tornando-se mais eficiente.

Está aí a forte relação entre o coração e a corrida – comprovada por vários trabalhos científicos que mostram o valor do exercício na prevenção de doenças cardiovasculares.

Um recente estudo britânico constatou que a prática regular de atividade física ajuda a proteger o coração – ainda que iniciada tardiamente, após os 40 ou 50 anos.

O trabalho, publicado na revista científica Circulation, mostrou que pessoas que fizeram duas horas e meia de atividade moderada por semana apresentaram índices menores de marcadores inflamatórios no sangue.

A presença deles em grande quantidade é associada a um aumento nos riscos de problemas cardiológicos.

A pesquisa contou com a participação de mais de quatro mil pessoas e foi conduzida por cientistas da University College London, em Londres.

A descoberta não é inédita, uma vez que outros estudos já haviam comprovado os imensos benefícios do exercício para o coração.

Um deles acompanhou seis mil pessoas por um período de seis anos e concluiu que aqueles que tiveram um menor desempenho em teste ergométrico realizado na esteira apresentaram um risco de morte quatro vezes maior.

Mais exercícios, menos doenças
Apesar de os trabalhos apontarem a atividade física como uma importante ferramenta para a prevenção e controle das doenças cardiovasculares, a preguiça para fazer exercícios ainda é um grande problema – seja por falta de segurança nas ruas e parques ou pelo alto custo de clubes e academias.

Por isso, o sedentarismo passou a ser considerado pela Organização Mundial da Saúde e pela World Heart Federation como um dos quatro principais fatores de risco para aterosclerose e suas complicações (infarto do miocárdio e derrame cerebral).

Atualmente, o exercício é visto por muitos países como uma questão de saúde pública.

Aqui no Brasil, o Ministério dos Esportes firmou recentemente um acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia para a elaboração de cartilhas de estímulo à atividade física.

Os especialistas costumam dizer que a corrida, apesar de não ser uma vacina contra doenças, prepara você para superá-las com mais facilidade.

Sem contar que quem mexe o corpo tem um comportamento alegre, o que deixa a convivência social fácil e gostosa. Bons treinos!

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

Visite o portal do Sindi-Clube e saiba mais de assuntos que interessam ao seu clube.