Conheça as modalidades paraolímpicas: tiro esportivo

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No Brasil, o tiro esportivo começou a ser praticado em 1997, no Centro de Reabilitação da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Em 2002, o Comitê Paraolímpico Brasileiro investiu na modalidade para aumentar o número de praticantes.

A iniciativa deu resultado e, já no ano seguinte, o trio brasileiro formado por Carlos Strub, Cillas Viana e Walter Calixto conquistou uma medalha de bronze na disputa por equipes no Aberto de Apeldoorn, na Holanda.

As regras das competições têm apenas algumas adaptações.

Pessoas amputadas, paraplégicas, tetraplégicas e com outras deficiências locomotoras podem competir nas classes SH1 (deficiência baixa, sem necessidade de apoiar a arma) e SH2 (deficiência mais aguda, com necessidade de apoio para a arma).

Deficientes visuais competem na classe SH3.

O Brasil ainda não tem medalhas na modalidade em Jogos Paraolímpicos.

Nas últimas duas edições dos Jogos, em Pequim, em 2008, e Londres, em 2012, o país teve um representante nas disputas: Carlos Garletti. Primeiro brasileiro a disputar uma edição dos Jogos no tiro esportivo.

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Não perca os prazos, consulte o calendário de obrigações de julho no portal do Sindi-Clube

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O calendário das obrigações mensais dos clubes, referente ao mês de julho, já está disponível no portal do Sindi-Clube.

A agenda inclui as datas de pagamento de salários, índices atualizados e tabelas e compromissos importantes para que o gestor de clube não atrase pagamentos, pois um esquecimento pode gerar o prejuízo de multas.

Além dos prazos que não podem ser perdidos, o calendário oferece consulta para as tabelas do Imposto de Renda, contribuição previdenciária, incidência de INSS, FGTS e IRPF sobre vários pagamentos e até de valores para recursos trabalhistas.

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Inscrições para prêmio literário vão até 30 de junho

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Vai até 30 de junho o prazo para a inscrição de trabalhos no Prêmio Sindi-Clube de Poesia, Crônica e Conto.

É a quarta edição do concurso realizado em parceria com a Academia Paulista de Letras (APL), com o objetivo de revelar e premiar o talento literário de associados de clubes.

Uma comissão julgadora formada pela APL, composta por três jurados especialistas de cada categoria literária, vai escolher os textos classificados do primeiro ao terceiro lugares de cada gênero.

Mafra Carbonieri, membro da Academia e um dos jurados elogia.

“A APL reconhece a importância do Prêmio e atesta a qualidade da colaboração inscrita: em muitos casos uma qualidade singular e sólida. Os acadêmicos sabem não só distinguir a vocação possível de um escritor, mas vê-la surgir e afirmar-se em concursos sérios como os do Sindi-Clube”, diz.

Os primeiros colocados de cada modalidade literária receberão prêmios de R$ 1.200,00, R$ 600,00 e R$ 300,00.

As especificações exigidas para os textos estão descritas no regulamento do Prêmio, que pode ser acessada no portal do Sindi-Clube (www.sindicluesp.com.br), na aba Cultural e, depois, em Literatura nos Clubes.

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Participantes elogiam Imersão em RH e Universidade Sindi-Clube prepara nova edição do Seminário de Esportes

Gestores de recursos humanos participaram de dinâmicas de grupo
Gestores de recursos humanos participaram de dinâmicas de grupo

Com foco na atualização de gestores que atuam em gerências dos clubes, a Universidade Sindi-Clube realizou mais um evento que reuniu profissionais para promover a troca de informações e a reflexão sobre suas funções nos clubes, a Imersão em RH, em que se encontraram gerentes de Recursos de Humanos.

A próxima ação de atualização de profissionais de clubes será a segunda edição do Seminário de Esportes, que terá a participação de gerentes da área esportiva, em 6 de outubro (veja programa abaixo).

“Nosso propósito é qualificar e atualizar profissionais que ocupam cargos de comando em áreas vitais dos clubes. A participação tem sido muito boa, por isso, esses eventos tornaram-se regulares no calendário da Universidade”, diz o diretor-executivo do Sindi-Clube, Cláudio Lauletta.

Participantes aprovam o encontro

Bárbara: conhecimento da realidade dos clubes
Bárbara: conhecimento da realidade dos clubes

A Imersão em RH foi aprovada por profissionais de RH que vieram até de fora de São Paulo.

“A reunião entre os clubes é muito boa e proveitosa. Esperamos participar dos próximos encontros da Universidade, pois nos proporcionam conhecer a realidade de outros clubes”, disse Bárbara Martinelli, do Grêmio Náutico União de Porto Alegre.

Rosenei de Jesus, do Clube Internacional de Regatas de Santos, elogiou a expositora Tânia Zarpelão que conduziu a Imersão e os assuntos abordados.

“Durante a exposição, conseguimos respostas para várias dúvidas recorrentes que encontramos no dia a dia do clube, as dinâmicas foram ótimas e a palestrante possui um abrangente conhecimento sobre o assunto”, afirmou.

Eliane: exposição proveitosa
Eliane: exposição proveitosa

“Foi uma boa oportunidade para compartilhar situações que temos no dia a dia, com colegas que passam pela mesma coisa. Conseguimos encontrar soluções juntos para esclarecer problemas comuns”, afirmou Semiramis Diniz Pesciotta, do Nipon Country Club.

Para Eliane Paula Ito, do Ipê Clube, foi importante participar do encontro.

“Recentemente, assumi o cargo de chefia no RH, então, todos os pontos expostos foram proveitosos. Sem dúvida, participarei de outras edições da Imersão”, disse.

 

Seminário de Esportes em outubro

SeminarioEsportes_logo2014 O próximo evento de atualização da Universidade Sindi-Clube será o Seminário de Esportes, em 6 de outubro, com novidades, em relação à primeira edição do evento, realizada em setembro passado, com sucesso de participação.

A diferença é que, neste ano, o Seminário, além de dedicar conteúdo aos coordenadores, terá workshops voltados a professores e instrutores de esportes.

O evento será apresentado em um dia, com quatro temas distintos e simultâneos, nos formatos de palestras, mesa-redonda, oficina e workshops, assim divididos:

Atividades da manhã

Tema 1, para gestores: “Desenvolvimento de competências“ (palestra e workshop).

Tema 2, para gestores: “Planejamento estratégico para o departamento de Esportes” (palestra e mesa-redonda).

Tema 3, para professores e instrutores: “Treinamento funcional” (workshop)

Atividades da tarde

Tema 1, para gestores: “Desenvolvimento de competências“ (workshop).

Tema 2, para gestores: “Planejamento estratégico para o departamento de Esportes” (oficina).

Tema 3, para professores, instrutores e coordenadores: “Implantação e desenvolvimento de modalidades esportivas em clubes sociais” (workshop).

Os interessados em inscrições podem obter mais informações pelo telefone (11) 5054-5464.

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Conheça as modalidades paraolímpicas: rúgbi em cadeira de rodas

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Rúgbi em cadeira de rodas: Brasil sem tradição (Foto: Rio 2016)

O rúgbi em cadeira de rodas foi criado na década de 70, em Winnipeg, Canadá.

No entanto, a modalidade só foi incluída nos Jogos Paraolímpicos de Atlanta, em 1996, como esporte de demonstração.

A estreia oficial ocorreu quatro anos depois, em Sydney (2000).

O Brasil ainda não tem tradição no rúgbi em cadeira de rodas, nunca participou dos Jogos.

As equipes mais fortes do esporte são o Canadá e os Estados Unidos, os primeiros a praticar e difundir a modalidade.

São quatro atletas em cada equipe, que contam ainda com 8 reservas cada.

O objetivo do rúgbi é marcar o gol, que é delimitado por dois cones verticais na linha de fundo da quadra.

Entretanto, é preciso cruzar a linha adversária com as duas rodas da cadeira.

O curioso do rúgbi em cadeira de rodas é que ele não é dividido por gênero.

Homens e mulheres jogam juntos em uma categoria mista.

Estão aptos a disputar a modalidade atletas que sejam comprovadamente tetraplégicos, que são divididos em classes de acordo com a habilidade funcional.

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Atenção, gestores de clubes: lei dos resíduos sólidos terá vigência plena em agosto

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Passa a ter vigência plena em 2 de agosto a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída em pela Lei Federal 12.305, de 2010, que estabelece princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes relativos à gestão integrada e ao gerenciamento de lixo.

A norma trata da corresponsabilidade dos geradores, do governo e da coletividade e tem efeitos práticos imediatos sobre os clubes, razão pela qual os gestores precisam estar atentos às diretrizes da PNRS.

Valverde: lei já pegou
Valverde: lei já pegou

 “Os clubes, da mesma forma que outros setores, precisam ter um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, que deverá ser apresentado ao órgão ambiental estadual e aos demais órgãos nas esferas federal ou municipal, quando solicitado. Em São Paulo, esse órgão é a Cetesb que, com discricionariedade, poderá ou não dar prazo para adequação à lei, antes de aplicar as punições previstas na lei”, diz José Valverde, presidente do Instituto Cidadania Ambiental, especialista em Direito Ambiental e Gestão Ambiental, que foi o coordenador técnico da PNRS na Câmara dos Deputados.

A lei da PNRS prevê a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que pode ser reaproveitado) e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado).

A legislação também institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: coloca fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos na logística reversa, isto é, o retorno de embalagens e outros produtos como matéria-prima para as indústrias, após o descarte pelos consumidores.

“O clube deve estar atento ao que está sendo consolidado pelos outros setores para a logística reversa, para se inserir no que vai ser executado. A entidade poderá ser um ponto de apoio como, por exemplo, para a entrega voluntária de embalagens e equipamentos eletroeletrônicos”, explica Valverde.

Como instituir o Plano de Gerenciamento

Como primeira providência dos clubes que ainda não possuem o Plano de Gerenciamento, Valverde aconselha que criem um ambiente de conhecimento sobre o tema e passem a considerá-lo como uma ferramenta de gestão com estratégico viés econômico, capaz de promover importantes reduções com os gastos relacionados a acondicionamento, transporte e destinação dos resíduos.

Além disso, buscar o diálogo com os órgãos ambientais para saber de prazos e cronogramas e contar com o reforço técnico para elaborar o Plano.

“O responsável técnico pelo Plano pode ser alguém do próprio clube, que tenha familiaridade com a matéria e capacidade para a função, que também pode ser terceirizada. O clube, como consumidor, precisa ter uma rotina que se some à logística reversa e à coleta seletiva das prefeituras. Isso requer gestão interna e deve estar previsto no Plano de Gerenciamento”, afirma.

Para sensibilizar os associados, Valverde sugere que os clubes incluam o respeito à legislação ambiental em seus regimentos e também o desenvolvimento de campanhas práticas de esclarecimento sobre a coleta seletiva de lixo.

“O envolvimento das crianças nessas ações dá mais apelo à mensagem e serve de exemplo para os adultos”, afirma.

Valverde alerta que o tema da destinação dos resíduos sólidos veio para ficar.

“Deve ser uma preocupação efetiva na pauta do dirigente de clube, pois se trata de uma lei que já pegou. Todos os setores estão se movimentando para cumpri-la. O clube que se posiciona para a execução do PNRS agrega um diferencial positivo à gestão da entidade, que ganha mais excelência e, estrategicamente, diminuição dos altos custos com a destinação dos resíduos sólidos, valendo-se do princípio da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto”, diz.

Mais informações sobre a PNRS podem ser obtidas com a Consultoria Sindi-Clube: (11) 5054-5464.

O que prevê o PNRS

reciclar – Criação de aterros sanitários, até 2014, no lugar dos lixões, que deverão ser fechados.

 – Só rejeitos que não têm como ser reciclados poderão ser encaminhados aos aterros sanitários – apenas 10% dos resíduos sólidos são rejeitos, a maioria é orgânica e pode ser reaproveitada em compostagens.

– Implantação da logística reversa pelas empresas, com o princípio da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.

– Fomento da coleta seletiva: menos de 800 dos 5.565 municípios do país executam esse tipo de recolhimento de resíduos sólidos.

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Falam os diretores do Sindi-Clube. Entusiasta, Saltini vê no esporte o caminho do sucesso para os clubes

O vice-presidente para Esportes Olímpicos e de Participação do Sindi-Clube, Aldo Roberto Saltini, é um homem profundamente identificado com a área na qual milita com entusiasmo.

É associado do Clube Paineiras do Morumby há 35 anos, onde conheceu a mulher Cláudia, ambos adeptos de atividades esportivas.

Desse casamento nasceu Stefanie, filha que se tornou atleta de destaque da seleção brasileira de polo aquático.

Saltini: esporte é o melhor caminho
Saltini: esporte é o melhor caminho

 Conselheiro eleito há 17 anos e atual vice-presidente do Paineiras, sua trajetória no clube foi marcada pelo gosto de competir e o levou a dirigir a área de esportes e de formação, que hoje mantém a maior escola do país, com 3.500 alunos.

Além disso, implantou nesse setor a ISO 9000, a primeira certificação desse tipo em clubes.

Outro ineditismo de Saltini foi a criação, em 2013, do primeiro conjunto paraolímpico de vôlei sentado em clubes, que fornece metade dos jogadores da seleção brasileira.

Com essas realizações, Saltini sente-se estimulado pelo atual momento.

“Vivemos a década do esporte marcada pela realização de grandes eventos no país. Isso motiva as pessoas a se movimentar, da criança à terceira idade. Além de muito saudável, está dando o impulso que faltava para o Brasil tornar-se uma potência esportiva, em médio prazo. Essa evolução poderá ser conseguida, pois os clubes, que são grandes formadores de atletas, contam hoje com apoio oficial, como os recursos advindos da Lei Pelé”, afirma.

No Sindi-Clube, Saltini é um entusiasta do Pepac (Programa Esportivo para Associados de Clubes).

“O Sindi-Clube, além de ser um emérito prestador de serviços administrativos para os dirigentes, também possui o maior torneio interclubes do país, que tem a participação de 4 mil associados de clubes. Nosso propósito é fortalecer esse torneio e ampliá-lo”, diz.

Saltini não tem dúvidas de que o caminho para a expansão das atividades dos clubes está na ampliação de atividades de esporte para os associados.

“Tudo leva nessa direção e é o que o Sindi-Clube tem ressaltado nos encontros com dirigentes que promove em todo o Estado, inclusive com a oferta de convênios que facilitam a renovação e ampliação de áreas esportivas dos clubes como academias, piscinas e gramados”, afirma.

Conheça as modalidades paraolímpicas: paracanoagem

 

Fernando Fernandes: tetracampeão mundial
Fernando Fernandes: tetracampeão mundial

A paracanoagem é umas das novidades no programa oficial dos Jogos Paraolímpicos do Rio, em 2016.

O primeiro mundial da modalidade foi disputado em 2010, em Poznan, na Polônia.

No Brasil, o grande destaque individual é o paulista Fernando Fernandes, tetracampeão mundial na paracanoagem.

A equipe brasileira fará sua estreia nos Jogos Paraolímpicos do Rio, em 2016.

As disputas são muito semelhantes às da canoagem olímpica.

As embarcações recebem adaptações de acordo com a deficiência dos competidores.

Os barcos utilizados nas provas são os caiaques e as canoas havaianas.

Competem na modalidade apenas atletas com deficiências físico-motoras.

Todas as provas têm um percurso de 200 metros de extensão, em linha reta, e podem ser disputadas por homens e mulheres, em embarcações individuais ou por ambos, em barcos mistos.

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Muito além do futebol, Copa se insere na consolidação do esporte no país

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O Brasil vive as emoções de sediar a Copa do Mundo, mas por trás da euforia com os jogos das seleções há o desenvolvimento de uma série de ações e programas que vão transformar o país numa potência esportiva, muito além do futebol, na chamada “década do esporte”.

Esse período, marcado pela realização aqui dos mais importantes eventos internacionais – Jogos Militares (2011), Copa das Confederações (2013), Copa do Mundo (2014), Jogos Olímpicos e Paraolímpicos (2016) e a Universíade (2019) – será uma década nunca vista para o esporte do país.

Granieri: década do esporte favorece os clubes
Granieri: década do esporte favorece os clubes

 “Os clubes, que são os grandes especialistas em atividades esportivas e de lazer, têm muito a se beneficiar com essa onda de entusiasmo com o esporte que toma conta da população. Por isso, os dirigentes devem estar preparados para atender mais demandas de seus associados por serviços voltados às atividades físicas, pois há anos ocorre em todo o país uma bem estruturada política de fortalecimento do esporte, que terá prosseguimento, mesmo após a década do esporte. Os clubes irão cada vez mais ampliar suas atividades e se fortalecer com isso”, diz o presidente do Sindi-Clube, Cezar Roberto Leão Granieri.

Essa impressão do presidente do Sindi-Clube, de que o esporte brasileiro experimenta um período de transformação, é validada por Ricardo Leyser, Secretário Nacional de Esporte de Alto Rendimento, do Ministério do Esporte, entrevistado pela Revista dos Clubes.

Leyser explica como foi feita a estratégia do governo para estruturar e consolidar o esporte no país. Leyser chama a atenção dos clubes para as oportunidades que os grandes eventos trazem.

Quais os efeitos positivos que o esporte brasileiro já verifica no momento em que se chega à Copa, um dos eventos que marcam a “década do esporte” no país?

Ricardo Leyser: A realização de grandes eventos esportivos no Brasil vem numa trajetória ascendente, desde os Jogos Pan-Americanos de 2007, em seguida os Jogos Mundiais Militares de 2011, a Copa das Confederações em 2013, a Copa do Mundo, os Jogos Olímpicos e os Jogos Paraolímpicos de 2016 e a Universíade em 2019. Essa escalada é parte de uma estratégia de governo para consolidar o país no cenário esportivo e econômico mundial. As ações e os investimentos para a Copa e o Rio 2016 vão deixar para os brasileiros um Brasil mais desenvolvido no esporte e em outros setores. Os investimentos em Saúde e Educação mais que dobraram entre 2007 e 2013. Somente em 2013, os orçamentos das áreas de Saúde e Educação, somados, são de R$ 177 bilhões, ao passo que o orçamento do Ministério do Esporte, embora crescente a cada ano, é de aproximadamente 1% desse total. O esporte tem potencial para crescer muito, não só em termos de orçamento governamental, mas em importância na vida das pessoas, na imagem do país, no incremento da cadeia produtiva. Os grandes eventos trazem à tona as oportunidades que o esporte oferece e que muitas vezes passam invisíveis na rotina dos cidadãos.

Os investimentos feitos beneficiam apenas o esporte de alto rendimento?

Leyser: clubes podem assumir maior protagonismo
Leyser: clubes podem assumir maior protagonismo

 Ricardo Leyser: Os investimentos beneficiam todo o esporte, desde a base até a ponta do alto rendimento. Os recursos aportados na ponta se espraiam pelas categorias de base, porque os atletas convivem nos mesmos centros de treinamento, recebem orientação dos mesmos profissionais. Isso provoca crescimento técnico dos novatos e, consequentemente, melhora o desempenho da modalidade. O governo federal, com recursos do PAC 2, está fazendo um programa de construção e cobertura de 10 mil quadras em escolas em todo o país. Evidentemente que o público principal são os alunos, mas as atividades esportivas nessas escolas beneficiam toda a comunidade. Outro programa, o Centro de Iniciação ao Esporte (CIE), soma R$ 967 milhões para construir 285 unidades em 263 municípios brasileiros. Cada CIE irá desenvolver até 13 modalidades olímpicas, seis paraolímpicas e uma não olímpica. É indiscutível que isso melhora a vida das pessoas da região.

Como o senhor vê os clubes nesse processo de transformação do esporte do país?

Ricardo Leyser: Os clubes são o grande celeiro de talentos do esporte brasileiro. É neles que as crianças tomam gosto pelo esporte, conhecem as regras, aprendem disciplina. Os clubes têm papel de destaque no cenário esportivo, mas podem assumir maior protagonismo e direcionar mais sua atuação. Penso que, aqueles com vocação e interesse em formar atletas, podem focar em algumas modalidades, reduzindo o leque, para garantir amplo alcance dos projetos e fortalecimento de modalidades olímpicas e paraolímpicas nas quais o Brasil já tem tradição. Se cada um assumir uma fatia de modalidades, em poucos anos isso poderá fazer bastante diferença no desempenho do país nas grandes competições internacionais. Na Rede Nacional de Treinamento que estamos estruturando, os clubes têm importância como centro local de iniciação ao esporte e polo de desenvolvimento e preparação de atletas. Queremos fortalecer o papel dos clubes no sistema esportivo brasileiro.

Como os clubes que não são formadores de atletas de alto rendimento podem se beneficiar?

Leyser: clubes têm a função da lapidar talentos
Leyser: clubes têm a função da lapidar talentos

 Ricardo Leyser: A maioria dos clubes brasileiros forma atleta, ainda que esta não seja a sua principal vocação e ainda que o atleta formado não chegue à seleção principal nem dispute Jogos Olímpicos. Mas independentemente de formar atleta, os clubes devem se voltar para o incremento da atividade física, a oferta de espaço para crianças e jovens terem contato recreativo com as modalidades, realização de competições lúdicas e outras atividades fora da alta performance. Acredito, entretanto, que os clubes podem compatibilizar as atividades de esporte como lazer e qualidade de vida com o esporte competitivo, mesmo que no nível da iniciação e do desenvolvimento de base. Ou seja, os clubes não precisam necessariamente mirar no atleta olímpico. Eles podem contribuir com a grandeza do esporte brasileiro cumprindo a função de identificar e lapidar talentos.

Qual será o principal legado da década do esporte?

Ricardo Leyser: O ministro Aldo Rebelo e a presidenta Dilma sempre estiveram determinados a fazer com que os Jogos Olímpicos de 2016 beneficiem todo o Brasil, não apenas a cidade do Rio de Janeiro. E estamos trabalhando para isso. Integramos o Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, ao Programa Mais Educação, do Ministério da Educação, e, assim, chegamos a 4,3 milhões de alunos beneficiados em 2013, em 26 mil escolas. Em 2013, lançamos o Programa Atleta na Escola, que começou pelo atletismo e neste ano agregou judô, vôlei e dez modalidades paraolímpicas. Nossa meta é chegar, neste ano, a 40 mil escolas em todo o país. Estruturamos a Rede Nacional de Treinamento, que vai interligar e alinhar Centros de Treinamento nacionais, regionais e locais, preparando atletas desde a base até a ponta. Em 2013, o governo federal iniciou o Plano Brasil Medalhas 2016, um aporte adicional de R$ 1 bilhão para incrementar 21 modalidades olímpicas e 15 paraolímpicas. Nossa meta é projetar o país entre as maiores potências esportivas. A julgar pelos resultados obtidos, essa meta irá se concretizar. O ano passado foi brilhante para o esporte brasileiro. Nossos atletas conquistaram 27 medalhas em provas “olímpicas” disputadas em campeonatos mundiais ou equivalentes, um resultado histórico. Antes, o melhor desempenho pós-ano olímpico havia sido em 2005, depois dos Jogos de Atenas, quando nossas equipes obtiveram 11 medalhas.  Com os Comitês Olímpico e Paraolímpico, estabelecemos metas de desempenho, uma novidade no país. Além disso, há um esforço do Ministério para melhorar a gestão do esporte brasileiro. Queremos que um novo modelo de governança surja como um dos legados dos Jogos Rio 2016. Como se vê, nosso plano de legado ocorre em várias frentes, desde o fortalecimento do esporte olímpico, passando pela ampliação da prática esportiva até a formação de base para garantir a sustentabilidade do crescimento que vem ocorrendo nos últimos anos.

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Revista dos Clubes de junho destaca que a Copa é mais um dos eventos da década que vai transformar o país em potência esportiva

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A principal matéria da edição de junho da Revista dos Clubes lembra que, além da euforia com os jogos das seleções que disputam a Copa no Mundo, há no Brasil o desenvolvimento de uma série de ações e programas que vão transformar o país numa potência esportiva.

A estratégia para estruturar e consolidar o esporte no país é explicada em entrevista exclusiva concedida por Ricardo Leyser, Secretário Nacional de Esporte de Alto Rendimento, do Ministério do Esporte.

A Revista também destaca as exigências da Lei dos Resíduos Sólidos para os clubes, que terá vigência plena em agosto e estabelece princípios, instrumentos e diretrizes relativos à gestão integrada e gerenciamento de lixo.

Também informa sobre os “Encontros com dirigentes” realizados pelo Sindi-Clube para levar atualização sobre a administração dos clubes a todos os pontos do Estado.

Confira a edição completa da Revista dos Clubes aqui.

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