Dirigentes de clubes de São Paulo serão homenageados na Assembleia Legislativa, em setembro

Sessão solene, que será realizada em 28 de setembro, vai reunir dirigentes de clubes de todo o Estado

Os dirigentes de clubes paulistas receberão homenagem em sessão solene que será realizada em 28 de setembro na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O evento, intitulado “Homenagem aos dirigentes de clubes na década do esporte” se dará por iniciativa do deputado estadual Fernando Capez.  

Fernando Capez

“Vamos recepcionar com muita alegria os dirigentes de clubes. Será uma honra para a Assembleia Legislativa reverenciar aqueles que estão à frente de instituições que realizam o valoroso trabalho de oferecer à população variadas alternativas de esporte e lazer. Além de formar atletas de ponta, os clubes também proporcionam bem-estar e melhoria da qualidade de vida”, afirma Capez, que, no ano passado, já havia prestado homenagem semelhante aos clubes centenários paulistas.

Legado social

O presidente do Sindi-Clube, Cezar Roberto Leão Granieri, ressalta o momento em que se dá a homenagem, durante a chamada década do esporte, que é marcada pela realização Jogos Mundiais Militares (2011), Copa das Confederações (2013), Copa do Mundo (2014), Olimpíada e Paraolimpíada (2016).

Cezar Roberto Leão Granieri

  “Esses eventos criaram uma onda muito positiva para o esporte, com reflexos benéficos não somente para as modalidades de alto rendimento. Toda a população é beneficiada. Desde os mais jovens até a terceira idade, todos procuram se movimentar, ter mais atividade física e bem-estar. Esse será o grande legado social dos megaeventos esportivos da década do esporte. No país, os clubes são os grandes especialistas em esporte e lazer e, por isso, são procurados por quem quer prática esportiva. A homenagem proposta pelo deputado Capez é um reconhecimento ao trabalho dos dirigentes dos clubes para a melhoria da qualidade de vida da população”, afirma Granieri.

Contato com os dirigentes

 O Sindi-Clube já passou a fazer a comunicação da homenagem aos presidentes e diretores de clubes paulistas.

“Gostaríamos que os dirigentes entrassem em contato conosco para confirmar a presença na homenagem. Basta ligar para (11) 5054-5464 ou enviar e-mail para eventos@sindiclubesp.com.br”, diz o diretor-executivo do Sindi-Clube, Cláudio Lauletta.

Exame médico deve ser renovado a cada seis meses, em São Paulo


O prazo da nova norma pode servir de parâmetro para todos os clubes, diz Consultoria Sindi-Clube

Os departamentos médicos dos clubes devem ficar atentos às constantes alterações e inclusões que são feitas na legislação que regula a prática de esportes nos clubes.

A Consultoria Sindi-Clube faz abaixo um resumo das modificações realizadas, sendo que a última afeta os clubes da capital.

Recente lei do município de São Paulo (15.527 de 14 de fevereiro) determina que os clubes são obrigados a exigir a renovação a cada seis meses do exame médico dos associados.

O atestado médico precisa autorizar a prática da modalidade esportiva que o interessado quer praticar. A inobservância da determinação caracteriza infração com multa prevista no código sanitário do município.

“Essa lei também estabelece que os menores de idade têm que apresentar, além do exame médico, a autorização de seus pais ou responsáveis. Lembramos também que os menores de 12 a 16 anos são obrigados a estar acompanhados dos pais para a prática de atividades físicas e que os de 16 a 18 anos necessitam de autorização dos responsáveis”, diz o consultor jurídico do Sindi-Clube, Valter Piccino.

Prazo recomendado 

Para Piccino, o prazo de validade de seis meses recomendado pela lei paulistana pode ser seguido pelos demais do Estado.

“O Conselho Regional de Medicina impede que seja colocada a validade no atestado médico. Para que seja adotado, o clube deve fazer constar o prazo da validade do exame no regimento da associação. Para ter mais segurança e se precaver, o clube pode estender a obrigatoriedade do exame médico também para os atletas eventuais, para atividades físicas organizadas ou não”, afirma.

O consultor observa que essa medida, mesmo para aqueles que praticam atividade física espontânea, representará uma importante ação de conscientização no sentido de preservar a saúde do associado e a responsabilidade civil do clube.

“No caso de um infortúnio, morte de alguém durante prática de esportes no clube, o seguro não irá cobrir as despesas decorrentes se não for apresentado o atestado médico regularizado e o dirigente poderá até responder penalmente por isso. A lei paulistana reforça a recomendação sempre feita pela Consultoria Sindi-Clube de se adotar seis meses como prazo para a renovação dos exames médicos”, diz Piccino.

Lei federal 

O consultor também chama a atenção dos clubes que possuem equipes esportivas: fiquem atentos à lei federal 12.346, que alterou a lei 9.615/98, de forma a obrigar a realização de exames periódicos para avaliar a saúde dos atletas e prever a presença de equipes de atendimento de emergências médicas em competições profissionais.

“Os clubes que mantêm times de competição, profissionais ou não, não podem deixar de ter os laudos que atestam que os atletas passam por avaliação médica em intervalos regulares”, diz Piccino.

O consultor também alerta para o outro artigo da lei, que obriga os clubes a disponibilizarem equipes de emergência em eventos esportivos profissionais.

“O descumprimento de qualquer uma dessas normas faz com que a responsabilidade civil recaia na pessoa do dirigente, o que poderá configurar ato de má gestão”, avisa.

Mais informações pelo e-mail: juridico@sindiclubesp.com.br

Academias de São Paulo já podem matricular jovens no Programa Sindi-Clube Aprendiz

As academias de ginástica, tênis e natação de São Paulo poderão matricular jovens contratados para aprendizagem para receber formação no Programa Sindi-Clube Aprendiz.

Terão essa possibilidade os estabelecimentos associados ao Sindicato das Academias de São Paulo, que firmou convênio de cooperação com o Sindi-Clube, nesta terça-feira (24/7). A entidade congrega estabelecimentos de esportes aquáticos, aéreos e terrestres em todo o Estado.

  O termo foi assinado na sede do Sindi-Clube pelos presidentes das duas entidades, Gilberto Bertevello e Cezar Roberto Leão Granieri.

Pelo acordo, as academias poderão matricular aprendizes  no curso de formação  com as mesmas condições oferecidas pelo Sindi-Clube aos clubes.

“Procuramos o Sindi-Clube porque é uma entidade séria, que mantém um programa de aprendizagem aprovado pelas autoridades do trabalho”, afirmou Bertevero.

O presidente do Sindi-Clube lembrou que o Programa Sindi-Clube Aprendiz foi instituído em 2005 para dar cumprimento da Lei 10.097/00 e que aparece como o único curso da área de esporte e lazer validado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no Cadastro Nacional de Aprendizagem.

“Temos um curso para formar jovens em todas as atividades dos clubes e, igualmente, às das academias. Com esse convênio, os dois sindicatos incentivam seus associados a investir na inclusão do jovem no mercado de trabalho’, disse Granieri.

Granieri e Bertevero: inclusão de jovens no mercado de trabalho

O convênio foi firmado depois que academias fiscalizadas pelo MTE e Ministério Público do Trabalho (MPT) procuraram o Sindi-Clube.

Os estabelecimentos firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta com o MPT, no qual se comprometem a matricular seus aprendizes no programa de aprendizagem do Sindi-Clube, que oferece formação específica para o setor.

O QUE É O PROGRAMA SINDI-CLUBE APRENDIZ

O Programa Sindi-Clube Aprendiz foi instituído em 2005 para ser aplicado em todas as atividades dos clubes e facilitar o cumprimento da Lei 10.097/00, que obriga os clubes e empresas a terem uma cota de 5% a 15% de seus funcionários composta por aprendizes.

Com 22 clubes vinculados, o Programa já atendeu mais de 1.800 jovens e aparece como o único curso validado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no Cadastro Nacional de Aprendizagem.

O conteúdo didático do Programa é de dois anos, com nove disciplinas: Atividades Esportivas, Modalidades Esportivas, Relações Humanas, Orientação Empresarial, Higiene, Saúde e Segurança do Trabalho, Primeiros Socorros e Respeito à Vida, Atividades Administrativas, Atividades Clubísticas, Acompanhamento, Desenvolvimento e Reforço Escolar.

As aulas são ministradas em salas que possuem todos os recursos técnicos – na entrada e no intervalo das aulas é servido um lanche. Os jovens inscritos no curso ficam habilitados a trabalhar como aprendizes nos clubes e, no fim do aprendizado, recebem o certificado de conclusão.

Para mais informações, o telefone é (11) 5054-5464.

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Vôlei ganha universidade corporativa para formar profissionais e impulsionar modalidade em todo o país

Divulgação/Norceca

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) lançou sua universidade corporativa que vai se dedicar a oferecer atividades de ensino a distância para a formação de técnicos, árbitros e gestores esportivos em todo o país.

A Universidade Corporativa do Voleibol (UCV) já realizou, em caráter experimental o primeiro curso, de Formação de Árbitro Regional de Quadra, em parceria com a Universidade Estadual de Montes Claros e a Federação Mineira de Voleibol, realizado de maio a julho.

O presidente da CBV, Ary Graça, defendeu a importância de se priorizar a educação no país.

“O Brasil tem andado mais rápido do que o ensinamento. Por isso, precisamos investir na educação. Foi quando pedi que criassem algo nesse sentido e que, com o advento da tecnologia, pudéssemos atingir todo o país. Assim, nasceu a Universidade Corporativa do Voleibol”, declarou.

Os presidentes da CBV, Ary Graça, do Sindi-Clube, Cezar Roberto Leão Granieri, e da Federação Paulista de Vôlei, Renato Pera, no lançamento da UCV

O presidente do Sindi-Clube, Cezar Roberto Leão Granieri, esteve no lançamento da Universidade e parabenizou a CBV.

“Temos certeza que a expertise da CBV aplicada à entidade de ensino vai trazer grandes benefícios para o vôlei. Colocamos a Universidade Corporativa Sindi-Clube à disposição para o desenvolvimento de cursos e atividades conjuntas, para que os propósitos da Universidade do Voleibol atinjam prontamente os profissionais dos clubes de São Paulo e do país”, afirmou Granieri.

Ministério do Esporte faz acordo para que indústria brasileira acompanhe obras da Copa

Abaladas por elevados déficits em suas balanças comercias, as indústrias brasileiras de máquinas e eletroeletrônicos vão entrar como observadoras do processo de implantação da infraestrutura da Copa para verificar o nível de nacionalização das obras.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, deve assinar com Abimaq, Sindmaq e Abinee um acordo para que essas entidades setoriais acompanhem os trabalhos de realização da Copa das Confederações, da Copa do Mundo e de jogos olímpicos e paraolímpicos.

Segundo o ministério, os representantes das indústrias poderão avaliar a participação brasileira e propor recomendações para elevar a presença das empresas nacionais nas obras.

“Elas vão acompanhar mais de perto a construção. No caso dos empréstimos que o BNDES concede para estádios já há condições sobre a nacionalização. O que queremos é que as empresas participem de perto para que se capacitem para futuros eventos, mesmo fora do Brasil”, diz o ministro.

Segundo ele, ampliar o grau de nacionalização “não depende de lei e sim da capacidade das empresas de apresentarem produtos e preços”.

Pelo acordo, as entidades analisarão a relação de obras e serviços e apresentarão relatórios bimestrais sobre a participação brasileira nas aquisições de máquinas e equipamentos e eletroeletrônicos. O termo vale até outubro de 2016.

O interesse da indústria de eletroeletrônicos está na construção da infraestrutura de comunicação.

“Poderemos indicar para o governo a existência de produção nacional dos equipamentos”, afirma Humberto Barbato, presidente da Abinee.

“Pretendemos acompanhar todas as concorrências e alertar o governo. Vamos ficar em cima para que as compras sejam feitas aqui. Se for só importado, vai gerar emprego lá fora”, diz Luiz Aubert Neto, da Abimaq.

Programa Sindi-Clube Aprendiz vai oferecer banco de vagas

Jovens do Programa Sindi-Clube Aprendiz

Ferramenta vai facilitar a comunicação entre os jovens que procuram oportunidade de trabalho e clubes que querem contratar

O Programa Sindi-Clube Aprendiz vai disponibilizar, a partir de agosto, um banco de vagas e currículos no portal do Sindicato (www.sindiclubesp.com.br). A novidade funcionará gratuitamente como uma ferramenta de consulta para a área de recursos humanos dos clubes.

Esse banco de novos talentos permitirá aos jovens cadastrar currículos. Os gestores, mediante login e senha, poderão examinar as informações e entrar em contato direto com os aprendizes interessados em se colocar nos clubes. Da mesma forma, os clubes conseguirão anunciar vagas existentes.

A consulta será feita com auxílio de filtros de pesquisa. O gestor, por exemplo, irá selecionar candidatos de acordo com a faixa etária, proximidade da residência do interessado com o clube e horário que o aprendiz tem disponível para o trabalho. Os aprendizes, por sua vez, também terãomeios para escolher o clube mais conveniente.

Comunicação facilitada

Segundo a coordenadora pedagógica do Sindi-Clube Aprendiz, Larissa Gobbo, o Programa recebia muito pedidos de pais e aprendizes interessados em vagas, inclusive com o envio de currículos.

“O objetivo da criação do banco de currículos e vagas é organizar e facilitar a comunicação entre os jovens que procuram o primeiro emprego e os clubes que desejam contratá-los”, explica.

Larissa orienta que os clubes, além de anunciarem suas vagas, encaminhem os jovens que os procuram para o uso do banco de currículos, para que a ferramenta atinja seus objetivos.

Jovem interessado 

Olivier: promessa de empenho e dedicação

Olivier Christopher Mingels, 16 anos, cursando a oitava série, é um dos jovens que cadastraram seus currículos e que esperam ser chamados por um clube. “Quem me contratar como aprendiz pode contar com muita dedicação, pois vou me esforçar muito para aprender e cumprir com as obrigações do meu trabalho. Quero ter meu rendimento, projetar meu futuro e ajudar a minha família. Trabalhar em um clube pode me ajudar muito nisso que pretendo”, diz.

 

 

O que é o Programa Sindi-Clube Aprendiz

O Programa Sindi-Clube Aprendiz foi instituído em 2005 para ser aplicado em todas as atividades dos clubes e facilitar o cumprimento da Lei 10.097/00, que obriga os clubes e empresas a terem uma cota de 5% a 15% de seus funcionários composta por aprendizes.

Com 22 clubes vinculados, o Programa já atendeu mais de 1.200 jovens e aparece como o único curso validado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no Cadastro Nacional de Aprendizagem.

O conteúdo didático do Programa é de dois anos, com nove disciplinas: Atividades Esportivas, Modalidades Esportivas, Relações Humanas, Orientação Empresarial, Higiene, Saúde e Segurança do Trabalho, Primeiros Socorros e Respeito à Vida, Atividades Administrativas, Atividades Clubísticas, Acompanhamento, Desenvolvimento e Reforço Escolar.

As aulas são ministradas em salas que possuem todos os recursos técnicos – na entrada e no intervalo das aulas é servido um lanche. Os jovens inscritos no curso ficam habilitados a trabalhar como aprendizes nos clubes e, no fim do aprendizado, recebem o certificado de conclusão.

Mais informações pelo telefone (11) 5054-5464.

Aprenda a arte de bem contar uma história, um encanto que atravessa os tempos

Curso forma contadores de histórias que poderão interagir com ouvintes de todas as idades e constituir uma nova atividade de entretenimento 

Contar história é uma arte que vem de tempos imemoriais. É por meio da figura do contador que as histórias percorrem gerações e perpetuam a força da palavra, das tradições e da língua.

Essa arte vem conquistando cada vez mais espaço na sociedade atual, não somente com o público infantil. Ninguém resiste a uma história bem contada, nem mesmo os marmanjos.

A boa novidade é que a Universidade Corporativa Sindi-Clube vai oferecer um curso que desvenda os mistérios para quem quer dominar a técnica narrativa que permite formar imagens vivas e reais na mente nos ouvintes.

“Contando e encantando” tem como expositor Paulo Debs, artista plástico e autor de livros infantis, premiado em diversos salões de arte e literatura.

O curso será apresentado na Universidade Sindi-Clube em 2 de agosto, das 9h às 13h.

A atividade é dirigida a educadores e recreadores, que têm uma ótima oportunidade para adquirir conhecimentos e dar aos associados dos clubes mais uma atividade de entretenimento.

Porém, a atividade está aberta a todos: pais que queiram encantar os filhos e pessoas que desejam prender a atenção e surpreender os amigos com uma boa história.

Veja aqui mais informações sobre o curso e faça sua inscrição pelo telefone (11) 5054-5464.

Qual é a maneira correta de calcular o valor da mensalidade do clube?

A formação do preço mensal de custeio é uma elaboração apenas técnica, prevista no estatuto do clube

Na formação dos preços da taxa de custeio ou da mensalidade dos clubes, como é mais conhecida, vários aspectos devem ser levados em consideração para a determinação do valor a ser cobrado dos associados.

Porém, toda a elaboração é eminentemente técnica, decorre da previsão orçamentária, conforme é estabelecido no estatuto dos clubes. Essa é orientação da Consultoria Sindi-Clube a ser seguida pelos clubes no momento de estabelecer as mensalidades de um exercício.

“O clube tem conotação eminentemente condominial. Por isso, tem que obedecer à disposição estatutária de que a administração deve elaborar o orçamento de receitas e despesas para o ano seguinte”, diz Valter Piccino, consultor jurídico do Sindi-Clube.

Piccino ressalta que o orçamento é uma peça técnica, que deve prever todas as despesas correntes (salários, água, energia, manutenção, tributos, etc), também comportar programas de financiamentos de dívidas fiscais (Refis, parcelamento de tributos) e outros processos em fases de execução (trabalhistas, civis).

“Apuradas as despesas de custeio, o montante deve ser rateado entre os associados pagantes do clube como prevê o estatuto. O eventual reajuste da mensalidade jamais poderá estar vinculado a qualquer índice econômico-financeiro, sob pena de sub ou superestimar o valor a ser cobrado”, explica .

O consultor aponta um erro que o administrador pode cometer: promover o aumento da mensalidade pelo mesmo índice anual de reajuste dos salários dos empregados.

“O orçamento sofre a influência de uma cesta de índices, além dos salários, tais como reajuste de insumos, variação de impostos e de preços de serviços terceirizados, por exemplo”, diz.

Variações sazonais

Na elaboração do orçamento, devem-se analisar mês a mês as despesas correntes, por causa das variações sazonais, como o pagamento do 13º salário.

“A peça orçamentária é feita com base na experiência do passado, com dados do presente e com a expectativa futura, levando em conta possíveis reflexos da política econômica do país na vida financeira do clube”, afirma Piccino.

O consultor salienta: “Todavia, é importante que o valor da mensalidade seja constante de janeiro a dezembro. A partir do recebimento da primeira contribuição, o administrador deve caucionar a fração equivalente às despesas sazonais. Os valores provisionados desde janeiro é que vão garantir o pagamento do 13º salário no fim do ano, como exemplificamos”.

Receitas não entram no cálculo 

Piccino aponta outro possível equívoco na fixação do preço das mensalidades, o direcionamento das receitas eventuais que decorrem, por exemplo, de locação de espaços como salão de festas e restaurantes, e as extraordinárias, como as obtidas com patrocínios.

“Esses recebimentos não devem ser considerados para definir o valor da contribuição de custeio. O clube deve ter uma política para encaminhar essas receitas incertas para a reforma de espaços, novas construções, enfim, aplicá-las em investimentos para melhorias, e não para tentar aliviar o bolso do associado com base em valores virtuais”, orienta.

Disposição estatutária 

Para reforçar a importância da correta confecção do orçamento, Piccino lembra que a inobservância da elaboração da peça orçamentária, prevista no estatuto, para determinar o valor mensal da taxa de custeio pode caracterizar ato de má gestão do administrador.

“O orçamento deve ser encaminhado para a apreciação do Conselho Deliberativo, que poderá sugerir ajustes ou aprová-lo sem emendas. A aprovação deverá ser feita com a ressalva de que possíveis revisões somente poderão ser feitas em decorrência de significativa alteração nas condições financeiras do clube, durante o exercício. É importante que o orçamento seja acompanhado mês a mês, com relatórios contábeis”, diz Piccino.

 Curso aborda o tema

A Universidade Sindi-Clube disponibiliza o curso “Planejamento financeiro e orçamento em clubes” que trata dessa questão e pode ser ministrado in company, isto é, nas próprias dependências do clube. Mais informações pelo telefone (11) 5054-5464.

COB lança Academia Brasileira de Treinadores para esporte de alto rendimento

Ismar Ingber/Acervo COB
Marcus Vinicius Freire: otimista com o projeto

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) lançou a Academia Brasileira de Treinadores (ABT). A ABT tem o objetivo de melhorar o sistema de preparação esportiva no país e suprir a carência na formação do treinador esportivo de alto rendimento.

O COB oferece um curso que vai ser desenvolvido em oito módulos presenciais, outros três à distância e mais um de estágio, voltados para áreas de esporte de formação e esporte de rendimento.

Depois de 23 meses de aulas, os técnicos receberão certificados de conclusão. As primeiras modalidades atendidas pelo curso serão atletismo, ginástica artística e natação.

Os interessados em ingressar no curso devem ser profissionais de Educação Física, devidamente registrado no respectivo Conselho Regional de Educação Física e, preferencialmente, registrados na Confederação Brasileira da respectiva modalidade.

As inscrições serão feitas conforme o edital do processo de seleção 2012, que é disponibilizado no site do COB.

O curso é inteiramente financiado pelo Comitê Olímpico Brasileiro, por meio de bolsas concedidas aos treinadores.

“A criação da Academia Brasileira de Treinadores é um sonho antigo que tenho, portanto, sinto-me realizado com esse lançamento. Esse é um caminho fundamental que temos que percorrer para buscar a superação de um ponto crítico do esporte brasileiro”, disse o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.

O superintendente executivo de esportes do COB, Marcus Vinicius Freire, mostrou-se otimista com o projeto.  “Com a criação da Academia Brasileira de Treinadores nós estamos atacando um problema do esporte olímpico brasileiro vivenciado por quase todas as Confederações Brasileiras Olímpicas”, afirmou.

Os clubes e as redes sociais. Como isso funciona?

*Eduardo Natividade

Hoje é muito comum que passemos mais tempo conectados do que fora do ar, no que se refere ao acesso à internet.

Mesmo que seja para escrever um texto, responder a um e-mail ou mesmo para apenas passar o tempo com entretenimento digital basta estarmos conectados a uma rede wireless para que a qualquer tempo chegue uma mensagem instantânea em nossos smart phones, tablets ou notebooks.

Se ninguém mais vive sem essas ferramentas, seja por lazer ou por diversão, imaginem as grandes corporações que fazem delas um lucrativo mecanismo de fidelização e interação com a clientela?

É por isso que, a cada dia, os clubes de futebol brasileiros dão mais importância a seus perfis nas redes sociais.A possibilidade de se relacionar com o torcedor a qualquer instante aproxima e cativa.

Poucos projetos de marketing são tão capilarizados e eficientes quanto um bom perfil no Facebook ou no Twitter.   E isso não é apenas uma onda passageira pois os números vêm crescendo vertiginosamente e, principalmente, trazendo resultados concretos para os clubes.

O potencial das redes sociais não é apenas uma “onda ou bolha”, é uma nova forma de comunicação que veio para ficar e crescer, tanto é que as previsões apontam que, até 2025, 73% da população economicamente ativa serão compostos pela chamada “geração Y” (nascidos entre 1980 e 1990) e, destes, a previsão é que 97% sejam conectados a mais de uma rede social.

Você deve estar achando esses números interessantes, porém mais relevantes a empresas com fins comerciais, que os clubes ainda são um ambiente familiar onde a comunicação ocorre de forma presencial e isso é o que materializa as filosofias e missões dos clubes.

Mas, quem disse que tudo isso também não pode ocorrer nas mídias sociais ?

De uma forma ou de outra, isso já acontece há muito tempo e, na grande maioria das vezes, sem o menor controle e conhecimento dos gestores dos clubes, através da comunicação pessoal dos associados, amigos, funcionários e todas as pessoas que, de alguma forma gravitam ou se relacionam em torno dos clubes.

Basta fazer uma simples procura pelo nome do clube numa das mídias sociais, no Google, em blogs. Enfim, a grande maioria dos clubes Brasil e do mundo está nas redes sociais.

Ética, responsabilidade e segurança

OK, já ficou provado que as mídias sociais são uma poderosa ferramenta de comunicação. Porém  pode ser muito complicado e até perigoso implementá-las num ambiente que se espera ser exclusivo dos sócios e que existe pouco controle e disponibilidade de pessoal para que, eticamente, tenha uma eficiente gestão .

As mídias sociais, apesar de serem uma forma de comunicação fácil e acessível, devem seguir os mesmos princípios éticos e funcionais que os clubes praticam em suas comunicações com seus associados e públicos de interesse.

Por isso, devem ser tratadas com a mesma qualidade que cuidamos das nossas correspondências formais, reuniões, estatutos, murais e todos os canais de relacionamento tradicionais. E isso nunca deve ser delegado a quem não tem vivência e autoridade.

O seu clube nunca se transformará num “clube virtual”:

Hoje é muito comum as pessoas definirem a internet como “mundo virtual” ou “blogosfera” ou “comunidades digitais”. Não se deixe enganar por esse conceito criado por quem trabalha nesse meio e busca valorizar seu produto. O mundo é um só e a internet é só mais um meio de comunicação. O ser humano vive no mundo real.

Por isso, o melhor conselho dado pelos grandes especilistas do setor é que a comunicação digital deve ser apenas uma extensão da comunicação tradicional formal e pessoa-a-pessoa, como os clubes vem fazendo desde seu surgimento.

A Apple e a Microsoft não têm perfis em nenhuma rede social, vivem muito bem assim, mas sabem tudo o que acontece nelas

Decida antes se seu clube quer e se deve mesmo entrar nas mídias sociais, pois apesar de ser uma poderosa ferramenta de comunicação, não é mandatória e, certamente, seu clube nunca será julgado por não estar presente nas mídias sociais, se assim for a filosofia de seu clube.

Porém, o fato de não se ter perfis nas redes sociais não deve ser impeditivo de os clubes e empresas saberem o que acontece nesse meio, monitorando tendências, fatos, percepções, ameaças, oportunidades e conhecimento.

É por isso que as grandes empresas mantém serviços de monitoramento de internet, redes sociais, blogs, comentários e todos os canais onde circulam informações que podem afetar suas vendas, suas imagens, suas reputações e negócios.

E isso, não é difícil nem oneroso de se fazer pois existem centenas de ferramentas online que monitoram palavras-chaves dos assuntos, marcas e nomes desejados.

Por isso, os grandes pesquisadores do setor recomendam que toda empresa ou entidade profissional aprendam sobre essa ferramenta que está mudando o mundo e as formas de relacionamento do ser humano.
*Eduardo Natividade é consultor digital